“Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.” (Cora Coralina)

26 de novembro de 2012

O sentimento de não ser bom o suficiente


Vou falar sobre o caso de uma cliente com problemas em seus relacionamentos que foram gerados a partir de pontos fracos em sua auto-estima. Ela sentia que não era "boa o suficiente". Vou detalhar mais sobre como esse sentimento é criado dentro de nós. 

No caso da cliente em questão, vamos chamá-la de Adriana (nome fictício). Esse sentimento foi gerado a partir da relação com a mãe na infância, que nunca ficava satisfeita com nada que a filha fazia. Sempre que Adriana executava alguma tarefa em casa, fosse limpar, arrumar ou cozinhar, sua mãe a criticava dizendo que não estava bem feito e que ela não sabia fazer nada direito, e refazia a tarefa. Por mais que tentasse o seu melhor, a reação da mãe era sempre negativa. Nunca recebia elogios e incentivos.

Com isso Adriana foi desenvolvendo problemas em sua auto-estima, dificuldades de confiar em si mesma e nos outros, e uma sensação de não ser boa o suficiente. Quando internalizamos esses sentimentos na infância e eles não são curados, vamos projetar essa insegurança ao longo da adolescência e vida adulta trazendo problemas nos relacionamentos, vida pessoal e profissional. Foi o que ocorreu com Adriana.

A sensação de não ser bom o suficiente normalmente surgirá na infância. A criança tem necessidade de receber amor, aprovação através de incentivo e elogios para desenvolver sua auto-estima e amor próprio. Entretanto, na maioria das relações entre pais e filhos o incentivo e elogio são escassos. E para piorar o quadro, há bastante crítica, de forma direta ou indireta que leva a criança a baixar sua auto-estima.

Vou listar alguns tipos de situação que costumam gerar problemas no desenvolvimento emocional dos filhos:

Cobrança excessivas - Pais muito cobradores dificilmente demonstram satisfação. Freqüentemente demonstram estar decepcionados, irritados, frustrados com o que ele consideram falhas e erros dos filhos. Os filhos tentam agradar muitas vezes, mas raramente conseguem. O que os pais desejam com a as cobranças é incentivar o filho a melhorar. A intenção é boa. Mas, a mensagem que os pais passam, inconscientemente, é: você não é bom o suficiente. A criança se sente culpada e responsável pela eterna insatisfação dos pais.

Comparações negativas - Isso ocorre quando dizem para a criança coisas do tipo: "você deveria ser igual ao seu irmão que é estudioso, educado, obediente...". O objetivo dos pais é incentivar, mas a mensagem que a criança recebe é: "meu irmão é melhor do que eu. Tento e não consigo ser igual; não sou bom o suficiente; para ser amado e reconhecido pelos meus pais. Tenho que ser igual ao meu irmão".

Elogios às pessoas de fora: Em algumas famílias, existe o hábito de encontrar qualidades nas pessoas de fora, nos filhos dos outros, e falar diante das crianças em casa. É uma comparação negativa velada. Assim, os pais tentam incentivar os filhos a melhorar e ser igual a outras crianças que consideram como exemplos. Mas o que esse hábito, aliado ainda a falta de elogio e incentivo em casa, gera na criança é a seguinte sensação: "todos são melhores do que eu; meus pais ficam satisfeitos com os outros, mas não comigo; não consigo agradá-los; não sou bom o suficiente...".

Críticas e repreensões - Dar limites e ensinar a criança é bem diferente de criticar e repreender. Críticas e repreensões vêm normalmente carregadas de raiva, irritação e julgamentos que passam para a criança a mensagem de que elas não são dignas de receber amor, e que tem algo de errado com elas. Quanto mais baixa a auto-estima dos pais, mais insatisfeitos eles são consigo mesmos e maior será a tendência em projetar essa insatisfação nos filhos, em forma de críticas e repreensões carregadas de emoções negativas.

A habilidade de educar com amor e respeito à criança, e ao mesmo tempo firmeza e dose certa nos limites, está diretamente ligada ao nível de auto-estima dos pais. Essa auto-estima dos pais, por sua vez, está diretamente ligada à maneira como foram criados pelos seus pais. Nossa auto-estima costuma ser bem parecida com a dos nossos pais e tendemos, de modo inconsciente, a repetir o mesmo padrão de criar os filhos.

Observe que a intenção dos pais é sempre a de incentivar a criança a ser uma pessoa melhor, mas acabam provocando sérios problemas de auto-estima. Até mesmo aquele pai severo que bate no filho, faz isso por achar que é o melhor caminho, que e a única forma que funciona, e por não conhecer na prática nada diferente que realmente dê resultados. Normalmente o que esse pais pensam é: "fui criado dessa forma e hoje sou uma pessoa decente; filhos que não são criados assim, perdem o respeito e não crescem na vida; se eu não criticar, bater e repreender estarei incentivando meu filho a ser tudo que não presta; esse é o problema dos jovens de hoje..."


Crianças e jovens que não respeitam ninguém, certamente não receberam limites de forma adequada pelos pais. Mas é plenamente possível educar de modo firme e com amor, sem precisar de violência (seja física ou emocional) para ter uma criança ou jovem bem equilibrado. Entretanto, conforme já dito anteriormente, normalmente somente pais com boa auto-estima (e bem informados) conseguirão agir da melhor forma. Explicar esse tema em detalhes levaria algumas páginas.

As emoções e impressões negativas das experiências que a criança passa vão se acumulando, dando origem à sensação de não ser boa o suficiente, além de vários outros pensamentos e sentimentos parecidos: "não sou competente; tudo que faço dá errado; não sou digno de receber amor; tem algo de errado dentro de mim; ninguém vai me amar (se nem meus pais me amaram...); tenho que agradar as pessoas; não consigo agradar ninguém etc.. E todos esses sentimentos, por sua vez, vão gerar diversos problemas na vida profissional e nos relacionamentos.

Com a ajuda de profissionais capacitados podemos acessar e dissolver essas impressões emocionais que ficaram marcadas dos eventos vividos desde a infância até hoje, o que traz excelentes ganhos na auto-estima. 
(André Lima - www.eftbr.com.br)

22 de novembro de 2012

O que é, enfim, Psicoterapia Reencarnacionista?


É nos ajudar a enxergarmos tudo como se já tivéssemos morrido. Parece trágico, mas não é. Trágico é chegar lá em cima e ver que passamos a vida toda enxergando tudo errado. Estávamos de viagem e achávamos que era um local permanente. Estávamos de passagem e achávamos que aqui era a vida.
Nos vitimizamos pela infância que pedimos (precisamos), o pai que Deus nos deu, a mãe que necessitávamos, a classe social, a cor de pele, a família, virmos homem, mulher, o filho mais velho, o segundo, o filho único, etc. Passamos a vida nos achando vítimas dos retornos que sabíamos que iríamos necessitar receber, para nos purificarmos do que fizemos no passado. Caímos nas armadilhas e nos achamos sempre coitadinhos. Viemos encontrar os gatilhos, para aflorarem as nossas inferioridades espirituais, e não entendemos nada dos gatilhos. Caímos nas armadilhas e o nosso Ego nos convenceu que era bom, vantajoso. 
Dizermos que Psicoterapia Reencarnacionista é uma nova Terapia que lida com a Reencarnação é mais do que parece, é uma Psicoterapia que funciona como um despertar, um acordar, nos ajuda a abrirmos os olhos do nosso Espírito. Libertarmos-nos do comando do nosso Ego. É fazermos um Renascimento aqui na Terra, percebermos como caímos nas ilusões da vida terrena, como acreditamos o tempo todo nos nossos rótulos e nos rótulos dos demais desde que éramos crianças.
Nós descemos para a Terra como um Espírito livre, cheio de boas intenções, sabendo tudo o que iríamos encontrar, e por que, e para quê, e aqui chegados, a Terra colocou um véu sobre nossos olhos e ficamos cegos. A Psicoterapia Reencarnacionista quer nos ajudar a retirar esse véu. 
Todos os nossos rótulos são apenas isso: rótulos. Quem acreditar que é homem, mulher, brasileiro, gaúcho, branco, negro, bonito, feio, caiu na ilusão dos rótulos das "cascas". 
A Psicoterapia Reencarnacionista não tem nada a ver com a Psicologia ocidental, com Freud e todos os demais, ela está além disso, é um novo paradigma, tem a ver com a milenar Filosofia Oriental, com o Maya, com as ilusões.
Não precisamos ler os grandes psicólogos e filósofos ocidentais, esses não entenderam que não lidar com a Reencarnação é apenas uma herança católica. Devemos ler Yogananda, Krishnamurti, Gandhi, e outros Mestres verdadeiros, superiores aos quase-Mestres Ocidentais, esses cegos e iludidos pela decisão do II Concílio de Constantinopla de 553 d.C. 
A Psicoterapia Reencarnacionista é a mesma Terapia utilizada no período inter vidas, e lá todos os rótulos vão desaparecendo, todas as ilusões vão se revelando serem apenas isso mesmo, apenas ilusões, e vamos nos tornando, gradativamente, o que realmente somos: um Ser espiritual. E aí é à hora da verdade: "Ah, se eu soubesse...", "Ah, se eu lembrasse..." e "Não te preocupes, tu terás uma nova oportunidade."
Apenas para lembrar, todos nós já estamos, ou passamos, da metade da viagem, essa é a nova oportunidade, já nos libertamos? Estamos em nossos consultórios querendo libertar as pessoas da Maya, os Ministrantes de Curso estão nos Cursos ensinando os alunos a respeito da Maya, os monitores estão auxiliando os Ministrantes nisso, mas estamos praticando isso em nós mesmos? 
Dizer que Psicoterapia Reencarnacionista é uma Terapia que lida com a Reencarnação é apenas o 1o degrau, o 2o degrau é abrir os olhos espirituais, o 3o degrau é começar realmente a libertar-se de si mesmo, o 4o degrau é passar a agir como se já tivesse morrido. É ir acordando de um sono. É ir despertando para a Realidade. 

(Mauro Kwitiko)

16 de novembro de 2012

Caráter - Obra de luz da consciência


Para deixar o clima psíquico cair, é só se deixar levar... As pessoas adoram as coisas do mundo, que sempre passam. Idade, aparência, posses físicas... Tudo é coisa transitória. E quem pode comprar lucidez, discernimento, paz e amor real?

Um copo de bebida não mata a sede de amor e nem tira o vazio. Ter poder sobre os outros não significa ter poder sobre si mesmo. Viajar pelo mundo é bom. Mas, sem consciência, é apenas rodar no vazio. Conhecer o mundo não significa conhecer a si mesmo.

Um prêmio ou título acadêmico não garante sabedoria alguma. A atitude conta mais, porque revela o que cada um é realmente. E isso não é mensurado por valores teóricos, mas pelas opções assumidas.

As provas da vida não têm hora para chegar. Elas simplesmente acontecem. É nas horas dos reveses que se vê a têmpera e o valor real que cada um comporta.
Na maioria das vezes, a dor é o grande acelerador evolutivo das pessoas. E nem sempre ela é visível e tangível. Pode ser interna, como a dor do vazio. Muitas provas acontecem dentro do coração do homem: são provas de caráter!* Todos passam por isso, desde os homens comuns até os iniciados e mestres.

Só o Grande Arquiteto Do Universo é que sabe tudo! Só o Todo compreende o Todo. Diante das provas do caminho, o que vale é o caráter e a força do coração. E isso não se compra em lugar algum, nem é dado a ninguém. É valor de consciência. É intransferível e independe de idade, raça, sexo ou cultura. É atitude consciente.

Cada um apresenta na atitude o que já carrega dentro de si mesmo. Isso é da vida. A luz vem de dentro, o amor flui do coração, e, se o espírito sair, o corpo desaba. Logo, o que é real vem de dentro. A força para vencer as provas está nisso! Ninguém compra caráter! Nem amor, nem luz, nem paz, nem lucidez, nem equilíbrio.

Diante de um revés da vida, que valor transitório é capaz de segurar a onda? Viver nesse mundo sem o revestimento de caráter apropriado é loucura mesmo. Significa andar sobre espinhos com os pés descalços, ou viver sem sol no coração.

Encher a cara de álcool ou drogas não preenche o vazio de consciência. "Passar a perna em alguém" é o mesmo que cuspir para cima: sempre cai de volta... Deixar-se levar pelas coisas e situações sempre têm um preço: aumenta a fraqueza. Assim como se achar o máximo sempre leva a grandes derrapagens na jornada.

Às portas da morte, o que brilha é o caráter do homem, não suas posses e ilusões. O que cada um pensa e faz é o que importa. É a sua luz que vale, não os seus títulos. É na luz do coração que está à verdade de cada um. E só o Todo é que vê isso. Portanto, a tarefa mais importante de todas é conhecer a si mesmo! E, para isso, é preciso caráter. E isso não se compra. É estado de consciência.

Da mesma forma, um coração medíocre não suporta um Grande Amor. E conhecimento profundo não cabe em mentes rasas. E quem é trevoso não quer luz. Não há nenhum poder no mundo capaz de ensinar alguém a perdoar e a ser feliz. E quem poderá aplacar a dor do vazio existencial dentro do coração de outro? Mesmo com ajuda externa, o lance da cura é interno e intransferível.

A eclosão da luz de dentro só ocorre mediante esforço e vontade de melhorar. As ilusões levam aos abismos da dor e os arroubos de arrogância custam caro. Por isso, a dor chega aos homens, por dentro e por fora, para acabar com a inércia! Contudo, quando há caráter, há compreensão. E aí, a dor não gera mais revolta. Muito pelo contrário, traz lição. E isso não tem preço! É valor de consciência. E só o Todo é que sabe o que se passa dentro de cada coração.

Todos passam reveses e altos e baixos em suas vidas. Isso faz parte da jornada. Mas quem quer mais luz, que seja luz! E reforce o caráter no que é real e valoroso. Ninguém sabe a hora de sua partida deste mundo - e nem o teor de suas provas. O que se sabe é isso: cada um dá ao mundo o que tem dentro de si mesmo. E, no final das contas, o que vale, na vida ou após a morte, é a luz que cada um leva. Ah, quem quer mais luz, que se acautele, estude e trabalhe por isso...

E jamais desista, mesmo com toda pressão do materialismo do mundo dos homens. Isso não é doutrina, é caráter! É estado de consciência, não é um lugar ou templo. E de que adianta vestir uma roupa linda, se a própria aura** for uma miséria de luz?

Ah, os iniciados espirituais estavam certos: "Quem quer mais luz, que seja luz!" E o mestre Jesus sabia das coisas, e ensinou: "A cada um segundo suas obras!" E não, Ele não estava falando só sobre as obras tangíveis e visíveis dos homens. Ele também se referia àquelas obras sutis, que estão dentro do coração. Aquelas obras da paz e da luz, que só o Pai Celestial é que sabe... As obras do caráter! 
Dedicado a todos aqueles que, mesmo sob pesadas provas, ainda assim permanecem fortes e sinceros em suas jornadas espirituais, de todos os lugares e linhas, sem jamais renegarem a força do espírito em seus corações.

Paz e Luz.
(Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma; eterno neófito da Vida e do Todo, sempre tirando lição de cada coisa... / Janeiro 2012)

10 de novembro de 2012

Entenda um pouco sobre a Psicoterapia Reencarnacionista

Relatos de vidas em séculos passados, histórias pessoais, comprovam o pilar básico da Psicoterapia Reencarnacionista: a Personalidade Congênita. Escutando esses relatos, observando, refletindo a respeito, venho aprendendo bastante sobre o aproveitamento, ou não, das encarnações. E percebo as repetições de padrões em todos nós, encarnação após encarnação. Alguns Espíritos vêm encarnando, há séculos, envolvidos num padrão de violência, seja sofrendo, seja praticando; outros, em questão de sexualidade, negando, abusando, sofrendo e fazendo sofrer; percebo padrões de autoritarismo, agressividade, prepotência e também de medo, submissão, baixa autoestima; outros apresentam um padrão de isolamento, solidão e tantos outros. É como se todos nós estivéssemos durante alguns séculos sintonizados com uma faixa de comportamento e vamos passando pelas encarnações com o intuito de aprender sobre aquele tema, evoluir naquele assunto, para libertar-se daquilo. Mas como demoramos a nos livrar de um padrão! É como um aluno que vai repetindo a matéria na qual ainda não consegue ser aprovado, anos a fio. Só que, aqui, não são anos, são milhares de anos.

Perceber essa demora em evoluirmos é um dos principais motivos que me leva a escrever sobre este assunto, no sentido de auxiliar a todos nós a melhor aproveitarmos uma encarnação.

É importante procurarmos entender, dentro das nossas limitações de Espíritos encarnados, as leis que regem a Reencarnação, como e por que ela ocorre, qual sua finalidade e, principalmente, como saber aproveitá-la, do ponto de vista do nosso Eu Superior. O primeiro pré-requisito para aproveitarmos uma encarnação é sabermos que a estamos vivendo, que não somos nossa “casca” e sim um Espírito nela. O que vai determinar o aproveitamento, ou não, de uma passagem terrena é conseguirmos alcançar uma ascensão, pelo menos satisfatória, em nosso grau espiritual, ou seja, um aprimoramento nas nossas características pessoais, num trabalho de purificação: a nossa missão individual. A outra missão, coletiva, consiste na busca do resgate e da harmonização com outros seres, com os quais trazemos conflitos de encarnações anteriores, e procurarmos desenvolver um vínculo amoroso com as pessoas próximas, com as não tão próximas e com toda a humanidade. Ambas as missões devem seguir paralelamente, mas a maioria de nós mal consegue cumprir a individual e poucos conseguem desenvolver a coletiva, pelo menos em nível satisfatório.

Pela nossa técnica, o terapeuta atua apenas na parte do relaxamento e no incentivo à elevação da freqüência, permitindo que o Mentor Espiritual da pessoa assuma o comando e comande a regressão, visando desconectá-la de situações traumáticas do seu passado, onde está ainda sintonizada, e de onde vem a maioria das fobias, dos pânicos, das depressões refratárias, etc. Nunca incentivamos a pessoa regredida a identificar alguém que encontra em outra encarnação.

Quem somos nós para sabermos o que uma pessoa deve acessar em seu passado e se ela tem o merecimento de desconectar-se de situações de lá? O seu Mentor Espiritual sabe.

Não acreditem, sem examinar, em nada que lhes dizem, nem no que eu estou dizendo aqui, vivenciem, pratiquem, e tenham, então, uma opinião própria, baseada numa certeza íntima, que, aí sim, terá valor, pois não poderá ser manipulada.

A infância não é o começo da vida, e sim, a continuação, e, portanto, nós não formamos nossa personalidade na infância, já nascemos com uma personalidade. Uma família não é um agrupamento aleatório de pessoas, e sim de Espíritos encarnados próximos. Viemos para evoluir espiritualmente, encarnamos para que nossas inferioridades venham à tona e possam ser melhoradas, ou eliminadas, o que não ocorre quando estamos no Astral, por falta das dificuldades, dos “gatilhos” que as façam emergir. Tudo é uma oportunidade, uma lição, tudo tem uma finalidade e baseia-se na Lei do Retorno. A finalidade da encarnação é a busca da evolução espiritual e aí está o sentido da vida.

Essa nova Escola, que chamamos de Psicoterapia Reencarnacionista, é a Psicologia da evolução espiritual, através do tempo.

(Mauro Kwitko – Como aproveitar a sua encarnação)

5 de novembro de 2012

A CURA PELO PENSAMENTO


O avanço da medicina no século 20, principalmente nas últimas décadas, tem-nos impressionado profundamente. Basta que vejamos uma sala cirúrgica ou um laboratório de check up e nossa imaginação parece nos transportar a um mundo fantástico, semelhante ao da ficção dos filmes americanos.

Mesmo assim, estes esforços não foram suficientes para que os homens descobrissem as causas verdadeiras das doenças. Para sanar tal embaraço intelectual-científico, os médicos falam no "acaso probabilístico", coisa que nós espiritualistas, temos que repudiar, visto compreendermos que "Deus não joga- Deus cria, e cria perfeito".

A resposta está na flagrante existência da alma ou espírito, que como essência de vida e consciência, vontade e ação, vive dentro de um corpo mental que ativa o nosso corpo perispiritual (corpo astral), e este o corpo físico.

Na psicologia holística, o homem é visto como um todo integrado, onde qualquer comportamento está envolvendo toda a estrutura humana. Realça-se, assim, o importante comando do espírito sobre as suas outras áreas.

Sendo o espírito algo etéreo, é dentro da mente que ele atua mais diretamente. Ali, sua vontade move os intrincados mecanismos de seus corpos. Escolhe o mercado das idéias, os pensamentos em que quer acreditar, e ali imprime sua convicção, injetando-lhes força de ação. Estes pensamentos, chamados pensamentos-padrões, vão acionar- segundo sua qualidade- nossos aparelhos astrais e físicos desta ou daquela maneira.

Assim tanto os bons aspectos de nossas vidas como as doenças são freqüentemente resultado dos pensamentos- padrões que formam nossas experiências. Claro que não temos a intenção de mudarmos os bons pensamentos-padrões, pois gozamos seus bons resultados; são os pensamentos – padrões não saudáveis que nos preocupam mais.

Percebendo que para esse problema físico já existe uma causa psíquica, podemos parar de culpar a vida e outras pessoas pelo que estava errado conosco e assumirmos inteira responsabilidade pelas nossas próprias experiências. Sem nos reprovarmos ou nos sentirmos culpados, podemos aprender como evitar criar pensamentos-padrões que levem a doenças no futuro.

Um exemplo particular: eu não podia entender como repentinamente minha nuca ficava tensa. Depois de aprender o conceito dos pensamentos-padrões, descobri que a nuca representa flexibilidade nas atividades, vendo diferentes lados das questões.
Eu fora muito inflexível e constantemente recusava ouvir outros pontos de vista; mais depois que me tornei mais maleável em meus pensamentos e habilidades, com uma agradável compreensão para ver os outros pontos de vista, minha nuca parou de perturbar-me. Agora se ela começa a doer um pouco, observo-me para ver onde meus pensamentos estão tensos e rígidos.

Para se eliminar permanentemente uma condição, precisamos primeiramente dissolver a causa. Mas, desde que frequentemente não sabemos qual é a causa, achamos difícil saber onde começar.


Os pensamentos – padrões que causam mais doenças no corpo são todos aqueles resultantes das críticas, da raiva e do ressentimento. Por exemplo: a crítica conservada por longo tempo conduzirá a pessoa a uma doença como artrite. Raiva a levará a doenças que fervem, inflamam e queimam no corpo. Ressentimentos longamente mantidos retêm alimentos apodrecidos, que finalmente geram tumores e câncer. É bem mais fácil dissolver esses pensamentos – padrões negativos da nossa consciência quando nosso estado é sadio do que tentar eliminá-los quando estamos em pânico e sob a ameaça de um bisturi de um cirurgião.

Como psicólogo, eu tenho realizado um valioso trabalho em minha clínica "Aldeia da Vida". Pela própria experiência profissional, eu mostro como a terapia psico espiritual pode auxiliar na cura e prevenção de doenças.

(Luiz Antônio Gasparetto médium psicopictográfico)