“Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.” (Cora Coralina)

18 de dezembro de 2012

A Terceira Inteligência


Veja a importância da Inteligência Espiritual em nossas vidas. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para nós, e não apenas como as coisas afetam a nossa emoção e como reagimos a isso.
Ou seja, temos que deixar de lado as emoções do que nos acontece, perguntar qual o significado e por que isso está acontecendo e a maneira como estamos reagindo a tudo isso.

Em vias de uma mudança de consciência planetária, vale a pena ler a entrevista abaixo.

“ No início do século 20, o QI era a medida definitiva (??!!) da inteligência humana, a inteligência intelectual. Só em meados da década de 90, a "descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções e os sentimentos."
A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma Nova Era no mundo dos negócios, na política, indústria, enfim em todas as atividades humanas. ”
(Drª Dana Zohar – Oxford)

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, tornando-as mais criativas e se manifestando em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
    
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas, só há pouco divulgado, de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.

Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura (sociedade) espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.
É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Editora Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Ela falou à Revista EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

Eis os principais trechos da entrevista:
P: O que é inteligência espiritual?
R: É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.
É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

P: De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?
R: Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lóbulos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual.  Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.
Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

P: Qual a diferença entre QE e QS?
R: É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação.
Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma.
O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade Caso contrário não haveria humanidade. O Espírito é causa primordial de todos os efeitos materiais e da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes.
Segundo ela, essas pessoas:
1.       Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo;
2.       São conduzidas e levadas por valores. São idealistas;
3.       Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade;
4.       São holísticas;
5.       Celebram a diversidade;
6.       Têm independência;
7.       Perguntam sempre "por quê?";
8.       Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo;
9.       Têm espontaneidade;
10.   Têm compaixão.

Autoestima - O papel da criança boazinha


De vez em quando, ao atender algum cliente, vem a tona o padrão emocional da criança boazinha. Vou descrever como esse padrão é formado, porque ele é formado, e as conseqüências que ele trás.
Conforme já expliquei em outros artigos, a criança tem uma profunda necessidade de reconhecimento e aprovação dos pais, para sentir que ela existe, que tem importância. É a partir desse reconhecimento que vem dos pais que a criança vai amadurecendo e aprendendo a se reconhecer e se amar, até que se torna um adulto saudável e independente emocionalmente. Isso, é claro, só acontece quando seus pais são pessoas emocionalmente saudáveis que souberam como suprir essa carência da criança.

A avidez que a criança tem por reconhecimento é enorme, e ela vai desenvolver estratégias para obtê-lo, conforme a reação dos adultos. Uma das maneiras de obter essa aprovação que ela tanto busca, é através do papel da boazinha.
"Que criança educada!”; "Que criança obediente, faz tudo que a gente pede!"; "Como ela não dá trabalho, não reclama de nada!"; "Como ela é meiga e doce!". E assim, para obter esse tipo de aprovação, algumas crianças começam a passar por cima dos seus verdadeiros desejos e opiniões para se encaixar com as expectativas dos pais.

Elogios e reconhecimento são muito bem vindos na educação das crianças para que elas possam fortalecer a sua autoestima. Entretanto, quando os pais têm uma baixa autoestima, eles podem usar o elogio e a aprovação como um meio de manipular o comportamento da criança, e não como uma forma de demonstrar amor verdadeiro e incondicional. Ainda mais quando são pais que tem padrões emocionais de querer controlar a vida e os gostos dos filhos.

Nesse tipo de família, a criança desde pequena não tem permissão de ter sua própria vontade e opinião, a não ser que essa vontade e opinião coincidam com as dos pais. Quando há essa coincidência, ela recebe o reconhecimento e atenção. Porém, quando demonstra querer algo diferente ou pensar de forma divergente dos pais, logo é punida e criticada. A criança se sente culpada, parece que ter sua própria vontade é algo errado, e aprende a ir deixando de lado seus verdadeiros pensamentos e sentimentos para se moldar ao desejo dos adultos.

Vou dar um exemplo. Certo dia, a criança prefere ficar em casa a fazer um determinado programa em família, ou prefere se divertir com seus amigos. Alguns pais ficam ressentidos com o filho quando ele tem esse tipo de desejo, chegando a criticar, brigar e até obrigar a criança a fazer o que eles querem. Essa criança começa a internalizar que não é certo ter sua vontade própria, que é melhor que ela seja "boazinha" para não causar tristeza, sofrimento ou raiva nos seus pais. Ela passa a sentir responsável pela forma que os pais se sentem.

No caso de pais emocionalmente equilibrados, eles ficam felizes em ver que o filho está começando a trilhar seu próprio caminho e a fazer suas escolhas. São pais que vão conversar com a criança, ouvindo-as com sinceridade, preocupando-se com o que elas realmente estão sentindo e darão a ela a opção de escolher em muitas ocasiões que programa fazer. Ficarão verdadeiramente felizes em ver a felicidade dos filhos, mesmo que eles queiram seguir um caminho diferente daquele idealizado pelos pais. Não haverá qualquer punição em forma de críticas ou falta de reconhecimento pelo fato da criança ter uma vontade diferente.
Assim a criança cresce livre e não precisa assumir o papel da boazinha para ganhar reconhecimento e aprovação. Ela sente que é amada independente das escolhas que faz. Cresce então com mais confiança em si mesma e torna-se um adulto com boa autoestima.

Ao passar por cima dos seus próprios desejos e atender aos pais, a criança tem um ganho imediato que é o reconhecimento e aprovação. Pensa que assim está recebendo amor. Entretanto, a cada vez que ela deixa de seguir seu próprio caminho, vai guardando sentimentos de frustração e insatisfação. Inconscientemente vai ficando ressentida consigo mesma e também com seus pais. É comum também se sentir sufocada e presa.

Algumas famílias não têm um padrão intenso de controle e manipulação, mas mesmo assim, sutilmente influenciam e manipulam a escolha dos filhos. São pais que não vão criticar ou brigar, ou obrigar a criança a fazer determinadas coisas quando elas não querem, mas podem tratá-la com indiferença. Ao passo que, quando esse filho toma a decisão que os pais acham ser a correta, ganha algum tipo de reconhecimento. A criança é também extremamente sensível a indiferença e por isso em boa parte das vezes será levada agir da forma que seus pais desejam, passando por cima de seus próprios sentimentos.

Um exemplo comum que vejo de manipulação dos pais é na influência da escolha da profissão dos filhos. Se o filho escolhe a carreira dos sonhos dos pais, é premiado com elogios, presentes e com o orgulho. Mas quando escolhe seguir outro caminho, esse filho é criticado, não lhe dão apoio ou é tratado com indiferença.

Em um atendimento recente a uma cliente, ela relatou que adotou o padrão da boazinha quando era muito pequena após a morte do pai, para ser reconhecida e aprovada por sua mãe. Tornou-se uma adulta insegura e que se sentia sufocada pela mãe, pois se sentia na obrigação de fazer o que ela queria. Como forma de fugir dessa prisão emocional, acabou se mudando para outro estado. Assim ela se sentia mais livre. Quando ia visitar a mãe, se sentia cobrada. Algumas coisas que pareciam bobagem para quem está de fora, a incomodavam muito. Por exemplo, ela se sentia na obrigação de almoçar com a família todos os dias. Caso quisesse fazer algum programa diferente com amigos, a mãe se queixava e ela se sentia culpada. Por conta desse jogo, acabava evitando ao máximo voltar a sua cidade de origem.

A criança que cresce com o padrão da boazinha desenvolve uma necessidade de reconhecimento e atenção que baixam sua autoestima, carregando essas dificuldades pela vida adulta. Conforme já expliquei anteriormente, esse adulto guardará dentro de si mágoas, frustrações e ressentimentos contra si mesmo, por não ter seguido seu caminho. Além disso, sentirá raiva das pessoas pelas quais se sentiu manipulado, gerando afastamento, brigas e problemas de relacionamento.

Cabe aos pais cuidar da sua própria autoestima para que possam deixar que seus filhos cresçam de forma independente. E, para o adulto que cresceu nessas circunstâncias negativas, cabe agora a ele buscar ajuda para melhorar a sua autoestima. De nada adianta culpar seus pais. Ficar preso nas mágoas e ressentimentos dos pais é uma forma infantil de puni-los e de não assumir  a responsabilidade pelo próprio crescimento e felicidade, o que é bastante comum em casos de autoestima baixa. É também uma maneira inconsciente de perpetuar o próprio sofrimento.

(André Lima - www.eftbr.com.br)

2 de dezembro de 2012

Uma nova consciência


Enquanto continuamos a abrir os nossos corações, mentes e almas ao processo de vida consciente, estamos começando a sentir as inúmeras mudanças e transformações de uma nova forma. Parece que quanto mais entramos no fluxo e refluxo da mudança e fazemos a escolha de despertarmos, mais nos conscientizamos das energias sutis e dos insights que estão fluindo na consciência. Esta consciência permite que cada um de nós deixe ir a resistência e avance mais naturalmente com o ritmo rápido da mudança.
Estamos sendo desafiados em muitos níveis para deixarmos ir, enfrentarmos os nossos medos, curarmo-nos e nos tornarmos íntegros, e embora isto possa nos manter trancados a ciclos e padrões de dúvida e de angústia, ao mesmo tempo estamos acessando um novo nível de percepção que ultrapassa a angústia e nos mantêm plenamente despertos e conectados.
Como resultado, está se tornando mais fácil superarmos o medo e aceitarmos a Verdade e o Amor, pois estes se encontram no centro de tudo.
A Verdade é uma coisa engraçada, pois não pode haver “certo” ou “errado”, pois isto é pessoal, para todos e cada um de nós. Quer estejamos ou não de acordo com a “Verdade” do outro, é uma questão  completamente diferente, mas hoje isto não é o foco destas palavras.
Todos nós somos seres únicos e vibramos em níveis e freqüências diferentes. Naturalmente, temos atributos comuns do ser humano, mas não somos iguais, pois embora formemos o todo em conjunto, cada um de nós tem um papel único a desempenhar no vasto panorama do Universo. No entanto, muitos se apegam às “Verdades” dos outros, como indicadores ou sinais no caminho da vida, e embora não haja dúvida de que podemos receber jóias de sabedoria e parcelas de conhecimento das experiências de outros, ao mesmo tempo, devemos estar preparados para nos abrirmos e encontrarmos a nossa própria Verdade, pois é isto que acabará por nos guiar adiante na vida, e além.
O amor é muitas vezes incompreendido, mas é uma poderosa força Universal, que a tudo define e molda. De certa forma, o Amor supera a Verdade, pois sem Amor, como podemos compreender ou aceitar a Verdade?
O amor é mais do que as palavras. É um modo de ser e de viver. O amor abre os nossos corações, mente e almas para sermos humanos, espiritualizados e Íntegros, pois é a energia que nos conecta e nos une. O Amor é a força que nos inspira e nos fortalece. Naturalmente, tal força pode levar à discórdia e à raiva, pois muitos se perdem em jogos de poder e negação, mas, no final do dia, o Amor é a inspiração para nos trazer de volta para nós mesmos, ao Divino e à Integridade.
Assim, enquanto continuamos a navegar nas ondas da mudança, estamos nos aproximando cada vez mais da Verdade e do Amor, e isto parece emocionante, inspirador, mas um pouco irritante, ao mesmo tempo. Estamos agora sendo desafiados a nos interiorizarmos profundamente para enfrentarmos os nossos “demônios” e deixarmos ir o medo. O medo chega de todas as formas e tamanhos, e se deixado sem solução ou não sendo reconhecido, ele pode envenenar o espírito e se tornar tóxico. Esta toxicidade pode levar a um tipo de paralisia energética que nos liga ao medo e nos mantém congelados e imóveis, incapazes de avançar e com medo da vida.
Sabemos, intuitivamente, que precisamos enfrentar estes medos para nos curarmos e nos tornarmos íntegros, mas quando o medo tem esta influência poderosa sobre nós, pode ser difícil encontrarmos o caminho para a liberdade. Quanto mais olhamos e lutamos, mais confusos ficamos. Parece que precisamos agora deixar de repelir o medo como algum poder “tenebroso”, ou indesejável, e em vez disto trazê-lo novamente aos nossos corações com amor.
O medo é semelhante a nossa criança ou eu interior, encolhido em um canto, com medo de enfrentar um ou muitos aspectos da vida. Ao usarmos esta imagem, podemos ver que a maneira de superarmos isto é nos interiorzarmos gentilmente e segurarmos a mão de nossa criança interior, abraçá-la e inundá-la com amor. Lutar ou conquistar o medo não o fará ir embora, mas amar a força por trás do medo pode mudar a sua forma e, com o tempo, o medo desaparece.
Muitos passam as suas vidas em uma consciência do medo e, eventualmente, ele se torna a força que nos define. Nós o rechaçamos, tentando desesperadamente encontrar a felicidade, mas é o ato de repeli-lo, que nos leva para mais longe ainda do que buscamos. Não é fácil aceitar ou amar o medo, mas a única maneira de superá-lo é reconhecê-lo e libertá-lo.
Quanto mais o combatemos, maior ele se torna, e como o monstro no armário proverbial, perdemo-nos na batalha e a visão da grande cena. Colocamos o monstro no armário e temos a escolha de libertá-lo, mas ao fazermos isto com amor, permite-nos a (re)conexão com o nosso poder e a nossa Verdade.
Assim, continuamos a compreender o conceito de vivermos conscientemente.
Parece claro que precisamos romper estes ciclos e padrões de uma vez por todas, pois vivermos livremente é o caminho para vivermos conscientemente...

(Uma mensagem de Sarah-Jane Grace)