“Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.” (Cora Coralina)

20 de novembro de 2013

Experiências

Ao nascermos, nos é oferecido todas oportunidades para nosso desenvolvimento moral e espiritual.


Para tal, o caminho a ser percorrido é um só, porém, inúmeros são os atalhos que apresenta.


O que são esses atalhos?


- “os chamamentos sedutores da matéria”!


Como a vida avança em ciclos, em cada existência buscamos e procuramos aplicar todos os conhecimentos que nos levem a paz, equilíbrio, liberdade, sabedoria e amor.


Mas poucos escolhem o caminho reto. Grande maioria opta pelos atalhos dos prazeres, riqueza e poder fazendo surgir provações e sofrimento.


É que muitos desconhecem quem são, de onde vieram, para onde irão e qual objetivo é o estar aqui e agora na Terra.


É preciso interiorização para que se faça a conexão entre a personalidade e o Espírito e, entre o Espírito e seus veículos de manifestação no mundo físico.


Nosso universo interno, é uma grande unidade, onde tudo está integrado e em interação constante com a Fonte Criadora.


Evoluímos enquanto aprendemos pelas experiências diárias, assim, construímos as condições perfeitas para que possamos reaprender a amar e ser amado.


Quando chegamos nessa etapa, começaremos a participar do caminho único, “o Caminho Crístico” da perfeição.


O objetivo da vida terrena é trilhar o caminho interno na busca da conexão gradual com nosso Espírito de Luz e com a Fonte Criadora.


Entretanto, para que isso aconteça, precisamos silenciar nossa mente concreta para que a “Mente abstrata” possa conduzí-la à reconhecer a realidade das emoções e sentimentos sutís superiores, ampliando nossa consciência para que possamos avançar pelo reto proceder.


Precisamos adentrar pelo reto caminho, etapa por etapa, evitando os atalhos ilusórios que só proporcionam sofrimento, e atrasam nossa evolução.


O reto caminho é difícil mas não devemos fugir às tribulações, às confusões e aos problemas que nos chegam a cada instante.


Necessário atenção a fim de sabermos onde somos fortes e onde nos encontramos enfraquecidos. 

Assim preparados poderemos alçar vôos mais elevados.


Infelizmente, muitos de nós escolhe os atalhos, vivendo adormecidos e iludidos perdendo tempo e não evoluindo.


As facilidades são muito sedutoras, mas escravizam.


As dificuldades, que tanto nos amedrontam, é que nos libertam.


É preciso refletir!

(Grupo de Apoio Fraterno)

7 de novembro de 2013

TEMPO PRESENTE

A energia do planeta está se transformando em processo acelerado com mudanças profundas em todos os âmbitos. 
A maioria da humanidade encarnada não possui consciência das transformações pois elas ocorrem instantaneamente, diariamente, presentemente em tempo atual.
Dessa maneira as mentes abstratas não podem ver o resultado imediato das mudanças que ocorrem simultaneamente no planeta consequente das ações individuais e grupais em tempo real.
Torna-se humanamente muito difícil compreender o processo planetário vivenciando o tempo presente e convivendo com os problemas e com as tarefas do cotidiano individual.

Cada um tem suas necessidades e preocupações compatíveis com seu propósito no planeta e suas implicações evolutivas. 
Como grupo cada qual dirige seus interesses para realizações sociais e assim por diante a nível municipal, estadual, governamental etc.
Entretanto, muitos estão se conscientizando da ética da Nova Era através de atitudes de proteção ambiental, pesquisas científicas em biotecnologia, alimentação natural e saudável, vegetarianismo e equilíbrio no campo, agricultura e energia sustentável e assim por diante.
Essa consciência está preparando e modificando os parâmetros antigos em novos rumos para a defesa e proteção do planeta e de sua humanidade mais evoluída que já o está povoando. Aqueles que forem recolocados para outras moradas encontrarão o que necessitam em seus novos lares benditos para sua evolução espiritual no patamar onde se encontram.
Assim, o tempo presente está apontando as tendências futuras desse amado planeta que acolherá novos seres que necessitam evoluir aqui.


(Portal de Sananda)

16 de outubro de 2013

O aspecto simbólico da morte ao longo das vidas sucessivas

Nossa intenção neste texto é levantar uma reflexão sobre o simbolismo presente no
fenômeno morte e suas consequências na construção do imaginário transpessoal do ser
humano.

A morte é fato inevitável na vida de todos nós e, mesmo negando defensivamente a sua fatalidade, ela sempre estará presente, tanto como experiência real (na morte de parentes e amigos), quanto como expectativa em relação ao término de uma encarnação.

Provavelmente, o principal aspecto simbólico ligado à morte é o sentido da impermanência de tudo: contextos existenciais, posses materiais e relacionamentos afetivos.

A relação apego/desapego estará sendo testada em cada uma dessas experiências de morte, no rumo do desenvolvimento no ser humano de uma auto percepção cada vez mais profunda, cada vez menos ligada às informações externas e mais vinculada a um sentido subjetivo da própria existência.

Isso porque nossa autoimagem acaba sendo construída mais pelas informações dos outros do que pela percepção de nossos conteúdos arquivados de vidas passadas, e que nos fazem hoje como somos. A busca pelo autoconhecimento, e pela autonomia de nossas personalidades em relação aos agentes externos, acontecerá pelo investimento nesses momentos de isolamento e autoanálise, situações que a morte nos favorece ou até mesmo nos impõe.

Entramos em um terreno delicado e sofrido de ser compreendido mas, na verdade, todos nós somos seres solitários dentro da construção do nosso amadurecimento psicoespiritual. Claro que estaremos caminhando ao lado de outras pessoas, compartilhando momentos, vidas inteiras, dividindo tarefas comuns a serem realizadas, posses conjuntas, contudo, cada um estará sentindo e vivenciando estas experiências de uma forma única e subjetiva, estabelecendo novos significados por influência dos conteúdos individuais elaborados ao longo das encarnações anteriores. Como ninguém viveu uma vida exatamente igual ao outro, ninguém estabelecerá sentido aos fatos atuais igual aos outros.

Por isso, somos seres solitários dentro da nossa percepção subjetiva da vida. Ninguém sentirá o mundo como você, atribuirá sentidos aos fatos igual a você, reagirá igual a você, porque ninguém possui conteúdos referenciais para atribuir novos significados iguais a você.

Por conta disso, nosso caminho de aprendizagem é pessoal e intransferível, tanto no que toca ao passado como ao que nos espera pela frente.

Acredito mesmo que esta situação está dentro de uma transitoriedade, uma longa transitoriedade que nos levará a uma apreensão mais globalizada e unificada da plenitude, na medida em que nossas consciências alcancem uma expansão que possa apreender a totalidade. Defendo esta ideia em meu livro “Psicanálise da alma”. Mas até este auge do processo de desenvolvimento da individualidade cósmica que somos, estaremos como partes fragmentadas do todo, tendo percepções relativas e subjetivas da realidade ao nosso redor.

Pois a morte, então, nos coloca neste exercício de percepção da nossa solidão interior, da nossa exclusividade psíquica, e isso é fundamental, apesar de doloroso, para o amadurecimento consciencial.

Para seres ainda fragilizados como somos, dependentes invariavelmente em maior ou menor escala dos relacionamentos e posses que nos atribuem sentido, sentir-se sozinho pode ser um forte golpe nas estruturas egóicas, construindo um imaginário traumático ligado às sensações de separação e perda, que se acumulam e vão criando predisposições sintomáticas para as encarnações subsequentes.

Ou seja, é como se ao nascermos já trouxéssemos um natural receio de uma separação e perda inevitáveis que um dia se concretizarão.
Isto, dependendo das variáveis individuais, leva ao surgimento de medos e angústias na coletividade humana.

Mesmo que a pessoa não pare para analisar tal situação e nem se dê conta de seus medos ligados a este momento, ela estará viva e ativa influenciando nossas vidas.

Uma das causas principais dos Transtornos de Pânico está associada à insegurança que esta sensação da impermanência provoca.

Por isso, a medida do apego humano estabelecerá o formato da reação ao fenômeno da morte: quanto mais apegado aos diversos aspectos da vida de encarnado mais o simbolismo da impermanência na morte estará atuante e passível de produzir sintomas patológicos. Quanto mais desapego, mais naturalidade na transição para a vida pós morte, menos formação de traumas ligados às perdas e afastamentos, mais harmonia e plenitude que se transferirão para as vidas seguintes.


(João Carvalho Neto - Psicanalista, autor dos livros “Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal”).

13 de outubro de 2013

CAMINHADA


Descontrole emocional demonstra a supremacia do ego negativo em detrimento dos anseios espirituais latentes e ainda não aflorados.

Durante a caminhada evolutiva o ego negativo vai sendo superado pelas atitudes salutares do espírito, livre e puro. 

Este sim é o dirigente maior do ser.

Não importa onde esteja, em que condições se encontre. 

O seu espírito vai tentar impulsioná-lo em direção oposta às tendências do ego negativo. Dependendo das escolhas o ego suplanta o espírito ou ocorre o inverso. 

A luta entre ego e espírito vai sendo abrandada à medida que a consciência se instala no ser e este se manifesta em direção à luz.       

Quanto maiores forem as oportunidades que o ser escolhe para seu burilamento, maiores vislumbres seu espírito percebe de sua prosperidade. 

A luta interna se estabelece para que o ser transmute tendências negativas em virtudes que se implantarão no seu sistema de corpos sutis e em sua consciência gerando nítidas propensões a fazer o bem  e alcançando o amor fraterno, a benevolência, a bondade e a alegria.       

A caminhada evolutiva é bendita e para todos é disponibilizado o amor do nosso Pai que está no Paraíso. 

Todos são criação divina e amados seres em contínua evolução até atingirem o patamar pleno e divino do amor incondicional. 

2 de setembro de 2013

Compreenda que o pensamento é força criadora

Todo pensamento causa um efeito. Tudo o que pensamos, mais cedo ou mais tarde, voltará para nós cristalizado, seja em forma material ou emocional. O pensamento emite ondas vibracionais de alcance ilimitados, atravessa o tempo e o espaço e encontra frequências vibracionais semelhantes. Cada pensamento bom ou ruim encontrará a sua vibração gêmea, se unirá a ela, ganhará força e voltará como um bumerangue.

O grande problema da humanidade é a memória. Muitos nem sabem por que estão vivendo tormentas em sua vida e até dizem que não é justo o que estão passando. Temos o que merecemos e precisamos nos conscientizar disso e mudar os pensamentos diários. Semelhante atrai semelhante e, por isso, estamos vivendo à mercê do que criamos em alguma época.

Hoje existem muitos trabalhos de visualização, resgatados da antiguidade. Nosso inconsciente conhece o poder da visualização, que é imaginar, com detalhes e clareza, uma situação para que ela se realize em nossa vida. Parece sonho ou bruxaria? Pois não é. Quando entramos em estado de meditação aumentamos a concentração de nossas energias e o que visualizamos nesse instante será realizado com mais rapidez.

Para ser feliz, é necessário perceber o que produzimos diariamente com nossos pensamentos, palavras e atitudes, e nos corrigirmos constantemente.
Elogie mais as pessoas e evite criticá-las em seus pensamentos. Seja mais otimista em qualquer situação da vida. Isso fará de você uma pessoas de alto astral e, com certeza, muito feliz pela paz de espírito que sentirá.

Sabemos que todas as coisas do Universo estão em constante movimento. Todo movimento produz ondas vibracionais em determinada frequência. Essas ondas vibracionais podem ser traduzidas em formas geométricas, em cores, em sons e, quando mais densas, em objetos palpáveis, pois todas são energias vibratórias manifestadas em diferentes meios.

O nosso pensamento também gera movimento, bem sútil, mas não deixa de ser uma forma de energia. A palavra também gera movimento. É isso que significa a afirmação de o Verbo ser Deus. Portanto, todos nós participamos do ato criativo quando pensamos ou proferimos palavras ou temos um sentimento ou emoção. Somos nós que criamos as situações de nossa vida, somos nós que atraímos as pessoas de acordo com os nossos pensamentos e nossos sentimentos.

Se pensarmos em situações boas, prosperidade, saúde, amor, harmonia e alegria, e ainda as reforçarmos com o poder da palavra, receberemos exatamente o que produzimos.

Lembre-se de que somos partículas do Universo e interagimos com ele em todos os níveis. 
Portanto, precisamos manter uma atitude mental positiva para criar a felicidade.

(A Cura pela Meditação - Cristina Cairo)

16 de junho de 2013

A verdade por trás das nossas escolhas e decisões

Guardamos no nosso inconsciente uma série de conflitos emocionais e sentimentos negativos que nos levam a fazer a maior parte das nossas escolhas. Pensamos que estamos decidindo por nós mesmos, pela sã consciência, quando, na verdade, somos levados a agir pela negatividade presente no nosso inconsciente. 

Estamos tão acostumados a carregar essa carga negativa que nos confundimos com ela e achamos que somos nós que estamos no comando das decisões. Vou dar vários exemplos de como isso funciona.

Em uma sessão de atendimento, uma cliente relatou que havia decidido não pedir pensão alimentícia ao pai do seu filho. Alegava que ele podia ficar com raiva e rejeitar ainda mais a criança. Sentia medo que ele chegasse a bater no filho, embora ele nunca tenha tido contato com a criança. Isso era apenas uma suposição dela.

Tratamos o medo e este foi dissolvido. Depois tratamos o medo que ela sentia da reprovação de seus pais, que ela achava que jamais concordariam com uma briga judicial. O resultado é que ela mudou seu pensamento e resolveu que iria sim procurar juridicamente os direitos do filho.

Antes de trabalhar o medo, este sentimento era quem tomava a decisão em seu lugar. Ela, no papel de mãe cuidadosa, agia dessa forma para proteger o filho. Mas era o medo quem comandava o que devia ser feito. Uma vez que esse sentimento foi dissolvido, sua decisão mudou naturalmente.

Lembro de outro caso de uma cliente que estava muito insatisfeita em um relacionamento. Mas ela não conseguia se decidir se queria continuar ou acabar o namoro. Só de pensar em terminar tudo sentia muita pena e culpa. Depois que essas emoções foram dissolvidas, ela sentiu com muita clareza que o melhor a fazer seria romper, e foi o que ela fez.

O peso da culpa e dos sentimentos de pena leva muitos pais e mães a se tornarem reféns dos filhos, fazendo tudo o que eles querem. Não conseguem dizer não e impor limites. Dizem sim, quando no fundo queriam dizer não.

Quando faço perguntas durante os atendimentos aos clientes sobre o que eles estão pensando, e estes estão cheios de emoções em conflito, quem responde às perguntas não é o ser humano que está ali. Sim, o cliente abre a boca e fala. Até parece que é ele que está se manifestando. O próprio cliente jura que é ele mesmo quem está emitindo sua opinião. Mas quem responde as perguntas são essas emoções negativas. Elas tomam conta dos pensamentos daquela pessoa. É uma energia que se apossa da mente e interfere nas opiniões e decisões.

Meu trabalho como terapeuta é trazer de volta o Ser que está sendo encoberto pelo conflito emocional. E isso só é possível depois que a emoção negativa é dissolvida. As opiniões e ações acabam mudando. É como se a pessoa real despertasse. Depois disso, posso perguntar as mesmas coisas de antes, e é o ser humano quem vai responder, e não a energia negativa das emoções em conflito.

A emoção funciona como um véu, um filtro que entorpece a mente, distorce a realidade e cria uma série de pensamentos que dão origem a várias ações e escolhas. Quanto mais cheio o nosso inconsciente estiver com conflitos e emoções negativas, mais os nossos pensamentos e comportamentos serão influenciados de uma forma não saudável.

Tem mulheres que só escolhem homens que as fazem sofrer. Tem pessoas que sempre escolhem amizades com pessoas destrutivas. Outros sempre entram em negócios que dão errado. Muitos pensam até que isso é fruto do acaso. A força negativa inconsciente é sutil, age em um nível profundo influenciando tudo aquilo que escolhemos. É tudo tão silencioso que só podemos achar que é falta de sorte.

No caso de emoções intensas, é fácil perceber o poder que elas têm sobre o que falamos e sobre o nosso comportamento. Em um momento de grande raiva, podemos falar coisas que jamais falaríamos se estivéssemos em paz, pode até ocorrer um ato de agressão verbal ou violência física.

Mas todas as emoções negativas, mesmo as mais sutis e inconscientes, moldam o nosso comportamento. Uma culpa ou sentimento de rejeição que podemos carregar desde que estávamos sendo gerados também influenciam nossas escolhas. A raiva que o adulto guarda de seus pais desde a infância é projetada no marido ou esposa gerando brigas.

Não tomar uma decisão também é uma escolha que pode ser influenciada pelo inconsciente. É isso que acontece quando procrastinamos, ou seja, quando deixamos de fazer algo que sabemos que temos que fazer para nos beneficiar ou para evitar algum dano.

Atendi um empresário que precisava ligar para um cliente para resolver uma questão de insatisfação. Ele colocou essa tarefa na agenda para fazer no mesmo dia. Passaram-se três dias, e nada de ligar. Medo da reação do cliente, sentimento de culpa por ter causado o problema, vergonha, etc. Tudo isso era o que estava comandando a sua falta de ação.

Muitas pessoas permitem, sem perceber, que suas emoções negativas moldem a escolha da profissão: medo de seguir o próprio caminho e ser reprovado pelos pais; medo de não conseguir ser bem-sucedido na sua verdadeira vocação; medo da falta de estabilidade.

Às vezes, pergunto às pessoas no que gostariam de trabalhar e elas dizem que queriam passar em um concurso. Mas quem está respondendo a essa pergunta? Normalmente, não é aquela pessoa que responde, e sim, seus medos e inseguranças. Boa parte dessas pessoas não tem a menor vocação para ser funcionário público. No fundo, elas gostariam de abrir um negócio; seguir uma carreira artística; ensinar; dar palestras, etc.

Quanto mais descobrimos e limpamos a carga emocional que acumulamos, mais entramos em contato com a nossa essência, nossa missão de vida e sabedoria mais profunda. Nossas decisões se tornam cada vez mais verdadeiras e acertadas, levando a uma vida de plenitude e satisfação.

Beber em excesso, fumar, drogar-se, destruir a si mesmo, etc. Ninguém escolhe nada disso. A força inconsciente contida dentro do ser humano é que o leva para esses caminhos. Felizmente, essa negatividade não faz parte da essência, pois ela pode ser completamente curada.

E, no seu caso, que decisões e escolhas têm sido feitas pela força negativa inconsciente?


(André Lima)

12 de junho de 2013

Construindo o Novo

Construindo o Novo

As respostas no meu interior atingem com facilidade minha consciência.

Não quero ser gordo.
Não quero morar aqui.
Não quero ter este relacionamento.
Não quero ser como meu pai/mãe.
Não quero ser solitário.
Não quero ser infeliz.
Não quero ser doente.

Aquilo em que você põe sua atenção cresce.

As frases acima mostram como somos culturalmente ensinados a lutar contra o negativo. Acreditamos que, pensando dessa forma, o positivo virá a nós automaticamente. Mas não é assim que funciona.

Quantas vezes você lamentou sobre o que não queria? Por acaso isso lhe trouxe o que realmente desejava?

Quanto mais você pensa no que não quer, mais dele você cria. Tudo aquilo que você sempre detestou em você mesmo ou em sua vida provavelmente continua aí. Afaste-se do negativo e coloque sua atenção no que realmente quer ser ou ter. Vamos transformar as afirmações negativas que lemos anteriormente em afirmações positivas.

Estou mais magro.
Estou mudando para um lugar melhor.
Tenho um maravilhoso relacionamento novo.
Sou eu mesmo.
Estou cheio de amor e afeto.
Sou alegre, livre e feliz.
Tenho plena saúde.

Aprenda a pensar em afirmações positivas. Afirmação é qualquer declaração que você faz.
Um aviso importante: Use sempre o tempo presente nas suas declarações, como “sou” ou “tenho”. Sua mente subconsciente é um servo tão obediente que, se você afirmar usando o futuro, como “serei” ou “terei”, é lá que sempre ficará o que deseja – fora do seu alcance, no futuro.

O processo de se amar

Não importa qual seja o problema, o principal tema em que temos de trabalhar é AMAR A SI MESMO. 

Essa é a “varinha mágica” que dissolve problemas. Pense nas vezes que esteve apaixonado e verá que naqueles períodos parecia não haver problemas. Bem, amar você mesmo lhe trará tal onda de boas sensações e boa sorte que o fará dançar nas nuvens. Amar você mesmo o faz se sentir bem.

É impossível amarmos a nós mesmos se não temos auto-aprovação e auto-aceitação. Isso significa que não deve haver nenhum tipo de crítica.

Treinando a mente

Autocrítica é apenas a mente continuando com sua velha tagarelice. Está vendo como você treinou sua mete para menosprezá-lo e ser resistente a mudanças? Ignore esses pensamentos e continue com o trabalho importante que está à sua frente!

Vamos voltar ao exercício que fizemos anteriormente. Olhe-se no espelho e diga: “Amo e aprovo a mim mesmo exatamente como sou.”


A auto-aprovação e auto-aceitação são as chaves das mudanças positivas. Enquanto a autonegação prevalecer, você não conhecerá o significado da auto-aceitação. As crenças nas carências e limitações são mais fortes do que aquilo que qualquer um puder dizer em contrário. Por exemplo: se alguém disser que você é amado, talvez sua reação imediata seja se perguntar: "Por quê? O que esta pessoa viu em mim?" ou "Se soubesse como realmente sou por dentro, não me amaria." 

Devemos ter consciência de que tudo o que é bom começa com a aceitação do que existe dentro do próprio ser e amar a si mesmos. 

Comece procurando dentro de você pequenas coisas que acha ser "boas qualidades". A boa saúde começa com o amor por si mesmo. O mesmo acontece com a prosperidade, o amor e a auto-expressão criativa. Assim você vai progredir. 

Ao Construir o Novo, devemos usar uma abordagem holística - Corpo, Mente e Espírito. Ignorando qualquer uma destas áreas ficamos incompletos, não somos um todo.

O Corpo - aprender a relação entre nossas escolhas de bebidas e alimentos e o efeito que eles nos causam. Procurarmos as melhores escolhas para nosso corpo. Exercícios físicos, em geral,  é algo que fortalece nossos músculos e mantém o corpo jovem. 

A Mente - explorar técnicas de visualizações, imaginação criativa e afirmações. A meditação em qualquer uma de suas formas é um excelente meio de acalmar a mente e permitir que seu próprio conhecimento venha à tona. 

O Espírito - você pode escolher a prece, a meditação e a ligação com sua Fonte Superior. Praticar o perdão e o hábito de dar amor incondicional são práticas espirituais. 

(Livro - Você pode curar sua vida, Louise Hay)

9 de abril de 2013

A crítica


Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada,enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.

Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.

Em seguida, colocou sobre a mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.

Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.

Só então se dirigiu ao público perguntando:
O que é que os senhores estão vendo?

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:

Um bicho!
Um lagarto horrível!
Uma larva!
Um pequeno monstro!

Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:

Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa. 

Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante que acendi no início.
Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...

E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:

Nada mais tenho a dizer...

Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida. Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.

Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!

Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.

É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.

É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.

Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmonos a engrossar essas fileiras.

Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, com a evidência da paz, em vez da guerra, com a elevação do perfume sobre os odores fétidos, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontrada será a felicidade perene.

(Redação do Momento Espírita, com base no cap. VII do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, e no livro Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda)

2 de abril de 2013

A desconfortável zona de conforto


Atendi um homem que trabalhava no escritório da esposa. Ele desejava buscar algo fora para que a família pudesse ter duas rendas. Sentia-se desconfortável por não ter independência. Temia que se o relacionamento viesse a terminar um dia, ficaria sem um rumo profissional em uma situação muito difícil. De vez em quando ele ia à busca de algum emprego, mas nunca dava certo e ele voltava a trabalhar com a esposa.

Apesar de viver nesse desconforto, no fundo, ele não fazia tudo que estava ao seu alcance para ter a sua independência. Uma parte dele desejava ir à busca do seu caminho profissional, mas outra parte desejava ficar onde estava. Por várias razões e medos, o seu desconforto era "confortável" de alguma forma.  

Durante um curso, falando sobre o tema da auto-sabotagem, passei o áudio dessa sessão para que os alunos ouvissem e uma aluna comentou: "que bom saber que não sou apenas eu que me mantenho em uma desconfortável zona de conforto". Pois é! Isso é mais comum do que imaginamos.

A nossa zona de conforto pode ser tranqüila e sem sofrimento. Nesses casos, muitas pessoas se acomodam e não arriscam coisas novas para mudar, pelo medo de perder o que já tem ao tentar algo novo que pode dar errado. A pessoa pode estar em um relacionamento morno, ou naquele emprego que não é lá essas coisas, mas também não é tão ruim assim. Pode estar com uma situação financeira mais ou menos, que paga as contas, mas que não permite a realização de outros planos. Nessas situações é mais fácil entender o que nos leva a ficar na inércia e não ir à busca de uma melhora. Embora a pessoa queira melhoras para sua vida, o medo de arriscar e mudar são maiores do que o interesse em sair da zona de conforto, já que esta não lhe causa nenhum grande sofrimento.

Mas tem outros casos em que a zona de conforto é, na verdade, bem desconfortável, conforme o exemplo que citei anteriormente. Então por que será que mesmo nesses casos tem pessoas que ficam na inércia e não fazem o que podem para uma mudança mais profunda? São vários os motivos. Vamos ver a seguir.
Mesmo que a atual zona de conforto  traga sofrimento, de alguma forma nos adaptamos e nos acostumamos a esse sofrimento. Aprendemos a lidar com o desconforto e logo que isso acontece, pode acontecer de surgir uma acomodação.

Tentar sair da zona de conforto pode gerar medo e ansiedade de forma consciente ou inconsciente. Temos medo de arriscar e tornar a nossa vida ainda mais difícil do que antes. Existe sempre uma chance das coisas ficarem piores se resolvermos fazer algo para mudar. Isso contribui para nos deixar paralisados.
Temos também medo do novo, medo do desconhecido. Nosso sofrimento atual, por mais doloroso que seja já é nosso velho conhecido. De alguma forma aprendemos a sobreviver, apesar dele. Quando vamos à busca de uma melhora não sabemos como é viver dessa nova forma. Isso desperta medo e desconfiança. Uma parte de nós prefere ficar em um sofrimento que já nos é conhecido do que ir a busca de algo melhor, mas que seja desconhecido.

Existe ainda uma identificação que criamos com nossas situações de vida. Acostumamos-nos de tal forma com o sofrimento a que estamos submetidos, que é como se ele fizesse parte da nossa vida e acabamos nos apegando. Quando a nossa vida tem muito sofrimento, nossos pensamentos e atividades giram em torno de resolver esse sofrimento e atenua suas conseqüências. Isso acaba nos preenchendo de alguma forma. Resolver o problema de uma vez por todas pode dar uma sensação estranha de que a vida ficará vazia e sem objetivo. Como vou preencher minha vida se tal problema for definitivamente resolvido? Às vezes percebemos essa sensação sabotadora, mas em muitos casos ela fica bem escondida agindo no inconsciente.

Lembro que em um determinado período da minha vida, enquanto estava passando por sérios problemas financeiros que se arrastaram por vários anos, consegui detectar em mim esse sentimento de apego a situação de sofrimento. Um dia, quando imaginei minha vida sem aqueles problemas financeiros constantes, percebi que surgiram pensamentos do tipo: minha vida vai ficar vazia e sem objetivo; o que farei para preenchê-la? Tentar resolver essa situação era simplesmente a minha missão de vida. Ocupava-me 24 horas por dia. Era uma preocupação constante. E como seria minha vida depois disso?
É claro que, racionalmente, eu sabia que minha vida se tornaria melhor e mais prazerosa, e que eu iria preenchê-la com coisas melhores, e também com outros desafios que iriam surgir ao longo do caminho. Mas, emocionalmente, existia esse medo e apego que tem uma força sabotadora muito poderosa, já que uma parte minha desejava permanecer do mesmo jeito. Isso acaba afetando a nossa criatividade e influenciando negativamente nossas ações e pensamentos para que fiquemos no mesmo patamar.

Além de tudo que já foi relatado, problemas na auto estima também nos levam a não fazer nada para sair da situação desconfortável. Sempre que estamos acomodados a uma situação de sofrimento, existem vários sentimentos por trás que tiram a nossa força de ir à busca de algo melhor. São sentimentos de incapacidade, incompetência, não merecimento, e mecanismos inconscientes de autopunição.  A baixa auto estima nos leva a criar situações de sofrimento, e depois que as criamos, nos ajudam a perpetuá-las através de atitudes sabotadoras ou da falta de atitudes.

No caso do cliente que atendi, percebemos durante a sessão que todos os fatores citados nesse texto estavam contribuindo para que ele se mantivesse na sua desconfortável zona de conforto.
Utilizando técnicas específicas, podemos também dissolver os medo de sair da zona de conforto. É preciso aplicar a técnica para todos os medos secundários que compõem o medo maior de sair da zona de conforto: medo de ficar um vazio; medo de ficar sem objetivo; medo de arriscar e ficar pior do que antes; medo de deixar para trás uma parte da vida; medo do novo; medo do desconhecido; medo de deixar de sofre...  É preciso tratar todo e qualquer outro medo que possa surgir por mais irracional que ele pareça.

(André Lima - www.eftbr.com.br)

24 de março de 2013

A dificuldade de estar só


Ficar sozinho, sem companhias ou distrações mentais, significa entrar em contato com tudo que tem de bom ou ruim que existe no nosso interior. Se estivermos felizes, equilibrados, sentindo paz interior, apreciar a própria companhia se torna algo prazeroso.
Entretanto, a maioria dos seres humanos está carregada de sentimentos, pensamentos e emoções que provocam um intenso barulho interno. Observe a sua mente que incessantemente pensa em uma coisa após a outra. E muitas dessas emoções e pensamentos são negativas e desagradáveis. Existe um ruído mental como se fosse um rádio com um locutor que não para nunca. Além de não parar, o que já traz cansaço e saturação mental, essa estação de rádio traz muitas notícias negativas que causam medo, tensão e estresse.

Quanto maior o barulho mental, ou seja, quanto mais estamos carregados de emoções e pensamentos, e quanto mais negativo é esse conteúdo, mais teremos dificuldade de ficarmos sozinhos. A intensidade desse fluxo mental e a carga negativa que ele carrega variam muito de pessoa pra pessoa. Quando esses níveis de desconforto interno se elevam, buscaremos várias formas de fugir de nós mesmo, buscando companhias e distrações mentais. Poderíamos buscar formas de curar essa negatividade, mas por não sabermos como, acabamos optando pela fuga. Vou falar mais sobre essas fugas.

Existem aquelas pessoas que não conseguem ficar sem um relacionamento amoroso. Se a relação atual acabar surge um desconforto tão intenso que a faz buscar um novo relacionamento o mais rápido possível. Levadas por esse impulso, essas pessoas emendam um relacionamento atrás do outro e nunca conseguem passar um período mais longo sozinhas. Problemas em sua auto-estima, necessidade de reconhecimento e atenção, carências profundas levam a esses comportamentos.

Tem pessoas que precisam estar constantemente na companhia dos amigos. Ficam inquietas, tristes e ansiosas se não houver alguém disponível para sair ou conversar. A interação com outras pessoas lhes serve para não entrar em contato com o seu desconforto interior.
Utilizamos mecanismos de fuga para não estarmos sós mesmo quando não temos nenhuma companhia. Ficar na televisão por horas, ver muitos filmes, navegar incessantemente na internet, jogar no computador, trabalhar demais, estudar demais, são algumas outras formas de distrair a mente para não sentir a desagradável e excessiva carga de pensamentos e sentimentos que carregamos. São atividades que podem tomar todo o nosso foco e atenção  e trazem um aparente alívio.

Tem pessoas que são viciadas em exercícios físicos ou atividades radicais. Quando há uma compulsão, uma dependência dessas atividades significa também que está havendo uma fuga de si mesmo. É diferente de praticar por prazer. É certo que essas atividades podem ser bastante prazerosas e saudáveis, mas elas são mais bem aproveitadas e praticadas com mais equilíbrio quando estamos bem por dentro e não as utilizamos como forma de fugir de nós mesmos.

Outra forma de fugir é viajar mentalmente. Sonhar acordado, planejar o futuro sempre, ou ficar imaginando como vai ser e que será melhor, deixando de viver o momento presente para não sentir todo o desconforto interior, é mais um mecanismo de defesa.
Outros vícios e compulsões também são formas de fugir de si mesmo. São coisas que dão prazer e podem ser utilizadas para mascarar temporariamente o desconforto interior: comida, sexo, jogo, compras e etc.

Normalmente utilizaremos várias dessas estratégias em momentos alternados para nos ajudar a fugir da nossa própria companhia: relacionamentos amorosos, interação com amigos, televisão, trabalho em excesso, viajem mental e etc.

Na prisão, o pior castigo que um preso pode receber é ir para a solitária. Por que será que é tão ruim ir para a solitária? Por que ele vai ficar consigo mesmo, em contato com todo o seu barulho interno, que é carregado de um fluxo intenso de pensamentos e sentimentos, muitos deles bem negativos, sem a possibilidade de distração. O único mecanismo de fuga que ele pode utilizar é a viagem mental.
Coloque um "mestre zen" dentro de uma solitária e ele ficará lá dentro sem problema algum, sentindo uma profunda paz interior, a mesma paz que ele sentiria em qualquer outro lugar. Não seria nenhum castigo. Isso porque ele já não tem mais toda essa carga intensa interna que a maioria de nós ainda tem.

A intensidade desse desconforto interior depende da carga que vamos acumulando durante a vida. Passamos por experiências que nos deixam impregnados com emoções negativas através de eventos que vivemos, coisas que ouvimos (da família, religião, televisão, e sociedade em geral) e coisas que testemunhamos.

Observe as memórias que você tem de situações do passado. Pode ser de coisas que você experienciou em um passado mais recente ou lá da infância. Com um mínimo de investigação, você conseguirá lembrar-se de dezenas de situações que trazem emoções desagradáveis.
Essas memórias impregnadas de emoções negativas se acumulam no nosso inconsciente e mexem como o nosso estado emocional e mental. Nos deixam mais pessimistas, ansiosos e inquietos e baixam a nossa auto estima. Tornam o nosso sono mais agitado e menos profundo. Em níveis mais intensos, essa carga acumulada, leva a quadros emocionais mais graves que damos nomes como depressão, ansiedade generalizada, pânico, transtorno bipolar e etc.

Atendi um rapaz que me procurou se queixando que não conseguia ficar quieto em casa. Precisava constantemente sair, se divertir, estar com amigos, sempre fazendo alguma coisa. A maioria das pessoas nem percebe o quanto isso é um reflexo de um desequilíbrio mais profundo. Como ele vinha lendo e buscando autoconhecimento, percebeu que isso poderia ser trabalhado. Fizemos algumas seções trabalhando sentimentos do passado, pressões da família, sentimentos de auto cobrança.

O resultado é que ele sentiu pouco a pouco uma diminuição do desejo intenso de sair e começou a ter prazer de ficar em casa para fazer atividades mais tranqüilas ou apenas para relaxar. Continuou sentindo prazer em sair e ver os amigos, mas não mais como uma compulsão para fugir de si mesmo. Tudo isso o levou a ter uma vida bem mais equilibrada com mais tempo para cuidar do seu corpo, da sua mente e do seu trabalho.

(André Lima - www.eftbr.com.br)

18 de março de 2013

Múltiplas Personalidades e Individuação


Ao longo de minha prática clínica, tenho me deparado com observações significativas sobre a estruturação e desenvolvimento de nosso psiquismo transpessoal, e que muito têm contribuído para minha compreensão do ser humano.

Uma situação instigante está sendo perceber que as pessoas não possuem uma personalidade única e global, construída a partir do somatório dos conteúdos acumulados das vidas sucessivas. É um fato que esta personalidade existe em formação, contudo, ela não elimina de pronto a existência das anteriores personalidades já vividas, que continuam coabitando o psiquismo com ela, guardando certa independência, muitas vezes por longo tempo.

Ou seja, somos o somatório de diversas personalidades que vivemos nas múltiplas reencarnações, construindo aquilo que podemos chamar de uma personalidade transpessoal ou cósmica, mas nessa construção, as personalidades anteriores não são imediatamente absorvidas no conjunto, ao contrário, algumas delas permanecem ativas e relativamente autônomas, mantendo suas características originais, emergindo para a superfície do psiquismo e exercendo influência direta sobre o pensamento e comportamento de acordo com as circunstâncias que possam evocá-las.

Vamos tentar explicar melhor, incluindo nessa explicação um resumo do modelo teórico de desenvolvimento do psiquismo. As experiências vividas pelas diversas personalidades que já tivemos vão sendo registradas nas áreas superficiais do psiquismo. Quando da morte do corpo físico, a personalidade não se extingue, continuando como protagonista no período entre vidas (falo aqui de individualidades espirituais em nível primário e mediano de evolução e não daquelas já mais avançadas). No processo de retorno a uma nova encarnação, a personalidade anterior, então, vai sendo transferida para as zonas mais profundas do psiquismo, em nível do inconsciente, mantendo-se mais ou menos na superfície ou em profundidade de acordo com a atualidade das experiências ou da intensidade com que elas marcaram as estruturas energéticas. Isso quer dizer que vidas passadas mais recentes ou que foram muito marcantes do ponto de vista emocional, e não devidamente elaboradas, permanecem mais na superfície.

Por que isso acontece? Porque todas as experiências que já vivemos deverão se transformar em algum produto de aprendizagem, tornando-se patrimônio inalienável da individualidade. Quanto mais recente e mais intensa a experiência mais difícil de ser elaborada e transformada nesse produto de aprendizagem. Por isso permanecem mais na superfície, aguardando as novas experiências que ajudarão a promover a elaboração necessária desses conteúdos.

Então, existem personalidades que permanecem ativas no psiquismo e outras que já foram elaboradas e que se diluíram como produtos de aprendizagem nas profundidades psíquicas, formando, aí sim, a definitiva personalidade transpessoal ou cósmica. Dessa forma, podemos identificar em terapias regressivas, que tratem de vidas passadas, personalidades anteriores que ainda estão ativas no psiquismo desse paciente, dependendo muitas vezes de circunstâncias específicas que funcionam como gatilhos para a sua emersão.

Quase sempre são aquelas situações em que o Ego atual diz não conseguir controlar, levando a pensamentos e atitudes que preferiria não realizar, mas que são mais fortes do que ele. Um exemplo bem marcante dessa realidade foi um paciente, hoje do sexo masculino, que já teve uma vida como um comandante guerreiro de muita força, outra como um escravo abusado sexualmente e outra como um contador traído pela própria irmã. Na vida atual os comportamentos desses três personagens aparecem de forma quase autônoma em situações específicas: reagindo com muita agressividade e poder de força, se submetendo passivamente ou subjugado pelos seus conflitos sexuais.

A idéia de individuação desenvolvida por Carl Gustav Jung pode se aplicar de forma bastante apropriada para a formatação desses conceitos, apesar dele a princípio não levantar a existência de múltiplas encarnações mas de múltiplos aspectos da natureza psíquica, denominados por ele de arquétipos. Esses arquétipos, além de conteúdos simbólicos como ele definiu, me parecem ser também compostos pelas diversas encarnações da individualidade.

A individuação, como meta de saúde psíquica, nada mais seria do que o caminho em direção à personalidade síntese, transpessoal ou cósmica, englobando todas as experiências pregressas devidamente elaboradas como produtos de aprendizagem.

(João Carvalho Neto (Psicanalista) - www.joaocarvalho.com.br)

12 de março de 2013

O Poder da Aceitação


Sempre que surge em nós alguma emoção negativa, estresse ou qualquer tipo de desconforto emocional, é um sinal de que, em algum nível, entramos em um processo de não aceitação da realidade. Situações acontecem e reagimos internamente contra a realidade nos causando sofrimento.

Os pensamentos de não aceitação são os mais diversos. Alguns desses pensamentos falam sobre coisas que estão acontecendo no presente momento, e outros focam em situações já passadas: “Eu não deveria ter feito isso”; “Fulano deveria ter falado comigo de outra forma”; “As pessoas deveriam se comportar de tal maneira”; “Eu deveria ter feito outra coisa e não fiz”; “O mundo deveria ser mais justo”; “Eu não aceito o que aconteceu comigo”; “Não suporto o jeito de falar de fulano” (pensamento que deixa implícito que fulano deveria ser de outra forma); “O avião não deveria estar atrasado” e etc.

Imediatamente ao entrarmos em conflito com a realidade, surge desconforto. Ditamos internamente como a realidade e as pessoas deveriam ser. Mas elas são sempre do jeito que são, e não há pensamento no mundo dentro de nós que possa mudar a realidade do jeito que ela está se apresentando naquele momento, ou o que já passou.

Uma das formas mais comuns de não aceitação da realidade é o hábito de reclamar. Existem pessoas que reclamam continuamente de tudo o que acontece e que não se encaixa com o ideal imaginário que ela criou. Reclamam do trânsito, da fila, do atraso, do salário, das atitudes de alguém, e até do clima, o que as deixam eternamente estressadas e insatisfeitas.

Existe uma crença que está profundamente enraizada no inconsciente coletivo que diz que se nós aceitarmos as coisas como elas são, não vamos fazer nada e assim tudo ficará do jeito que está. Essa crença deixa implícito que nós só vamos agir se ficarmos infelizes e estressados, o que ajuda a alimentar o estado de não aceitação. O que acontece é que a maioria das pessoas continua reclamando, gerando muito desconforto para si e para a coletividade, e não toma providências práticas para melhorar a realidade.

Será que é possível entrar em um estado de aceitação e agir mesmo assim para mudar algo? Sim, é claro que é possível. Aceitação é diferente de acomodação. Aceitação é apenas o fim da guerra interna com a realidade; o fim da ditadura interior que diz que a realidade deveria ser de outra forma, enquanto ela é do jeito que é, nos causando apenas estresse. A acomodação acontece quando podemos fazer algo e não fazemos. Podemos aceitar a realidade, ou seja, deixar de ficar brigando internamente com ela, já que isso não ajuda e apenas nos causa desconforto, e ao mesmo tempo fazermos o melhor que pudermos para tornar a realidade mais prazerosa.

A acomodação é sempre um reflexo de medos, inseguranças e processos de auto-sabotagens se manifestando 
em alguém. Não faz sentido poder fazer alguma coisa e simplesmente não fazer. Um ser humano em perfeito equilíbrio emocional consegue aceitar em paz a realidade e ao mesmo tempo age da melhor forma que puder, se tiver algo que possa ser melhorado com sua ajuda. Se você faz um pedido ao garçom e ele traz a comida errada,  é possível simplesmente aceitar o erro que ele cometeu (e assim não se sentirá estressado)  e ao mesmo tempo pedir pra que ele traga o prato correto.

Uma pessoa acomodada sente medo, preguiça, vergonha e acaba não tomando a providência necessária. Já a pessoa que está no modo da não aceitação, toma a providência, mas acaba gerando  muito desconforto para si mesmo. Conforme todos nós sabemos, o estresse afeta a nossa saúde emocional e física, gera tensões no corpo e diversas outras somatizações.

A ação que vem de uma pessoa em um estado de aceitação é mais eficiente, pois está livre de qualquer negatividade. Assim não há exageros, dramas ou distorções. É uma ação lúcida, que vem de alguém que sabe lidar bem com a realidade.

Os melhores diplomatas, negociadores e conciliadores são pessoas que não ficam brigando internamente com a outra parte, eles aceitam e fazem o melhor possível e assim conseguem resultados muitas vezes surpreendentes. Mas em muitos casos, não há nada realmente a fazer. Reclamar do trânsito, por exemplo, não o fará ir mais rápido. Nesses casos a única coisa sensata a se fazer é entrar no estado interior da aceitação. O mesmo é válido para qualquer fato que tenha acontecido no passado.

Toda a negatividade que criamos em torno da não aceitação, além de gerar estresse, ajuda a atrair mais situações desagradáveis. Atraímos para a nossa realidade aquilo que estamos sentindo, e se nosso estado interior é de desconforto, mais situações desagradáveis surgem. O estado de não aceitação faz ainda a nossa mente ficar focada nas coisas negativas da vida, consumindo nossa atenção, que poderia estar direcionada para coisas boas, ou para criar soluções e transformar a realidade.

Talvez você já tenha passado pela seguinte experiência. Ao se desapegar de um determinado problema que você tentou de várias formas resolver e não conseguiu, surge uma solução sem que seja preciso a sua intervenção, ou que exija apenas uma ação bem simples. O desapego faz parte do estado de aceitação.

Em um estado de paz interior nossa sabedoria aumenta e sabemos de uma forma intuitiva se é possível agir, e caso seja possível, a melhor ação a ser tomada.

(André Lima - www.eftbr.com.br)

5 de fevereiro de 2013

O que é a Psicoterapia Reencarnacionista e a Regressão Terapêutica (Método ABPR)?

Psicoterapia Reencarnacionista:  

A Psicoterapia Reencarnacionista, uma nova Psicoterapia baseada na Reencarnação, é uma nova Escola de Psicoterapia e a diferença fundamental entre ela e as demais é que a Reencarnação é o seu elemento básico e a partir daí é que tudo estrutura-se. Ela iniciou em 1996, em Porto Alegre, e atualmente conta com centenas de psicoterapeutas reencarnacionistas em vários estados do Brasil, graduados nos nossos Cursos de Formação. Os seus pilares são: 
1. A Personalidade Congênita (padrão comportamental similar ao atual, que viemos revelando há várias encarnações)
2. A busca da Reforma Íntima, para oportunizar um real aproveitamento da atual encarnação.
3. A busca de mais evolução espiritual nessa atual encarnação.

A Psicoterapia Reencarnacionista é uma moderna Escola psicológica, que agrega a Reencarnação, e visa ajudar a todos nós a mudarmos da visão que nossa persona tem da infância e dos fatos/pessoas/situações da vida para a visão que nosso Espírito e nossos Mentores Espirituais tem a esse respeito. É o que chamamos "versão-persona" X "Versão-Espírito".
Ela nasceu com a finalidade de trazer à Psicologia e à Psiquiatria uma possibilidade de expansão nunca antes imaginada. A Reencarnação é agregada aos conceitos psicológicos e psiquiátricos, criando uma nova maneira de encarar os conflitos de todos nós. Com a Reencarnação, a infância deixa de ser considerada o início da vida e passa a ser vista como a continuação de nossa vida eterna; a nossa família não é mais um conjunto de pessoas que se uniram ao acaso por laços afetivos e, sim, um agrupamento de Espíritos unidos por laços kármicos, as situações que vamos encontrando no decorrer da vida não são aleatórias e, sim, reflexos, consequências, decorrências de nossos atos passados, necessidades para nosso projeto evolutivo espiritual.
E considerando que todos nós somos Espíritos, com graus diversos de evolução e intenção, uns inseridos dentro de um corpo físico, outros libertos desse arcabouço, passamos a perceber que ao nosso redor existem milhões de seres invisíveis com a capacidade de nos afetar, benéfica ou negativamente. A Psicologia atual, herdeira da concepção não-reencarnacionista, enxerga nossa vida apenas desde a infância e, por isso, limita seu campo de ação a uma fração mínima da nossa existência. Trabalha com um conceito equivocado que é a Formação da Personalidade, pois afirma que não existíamos antes. Considera, então, que nossas características de personalidade originam-se lá no "inicio da vida", bem como nossos sentimentos negativos, pela conjunção de fatores genéticos, hereditários e ambientais. Tudo originou-se lá, obrigatoriamente, pois nada havia antes. Mas e as nossas encarnações passadas? Na nossa vida encarnada anterior não tínhamos uma personalidade? Evidentemente que sim, então não é razoável e de bom senso pensar que somos a continuação daquele que fomos nessa vida anterior à atual? Isso derruba o conceito de Formação de Personalidade e cria um outro conceito, revolucionário, evolucionista, clarificador, o de Personalidade Congênita, um dos pilares básicos da Psicoterapia Reencarnacionista. E nossos familiares, nosso pai, nossa mãe, nossos irmãos e demais parentes? Dentro dos princípios reencarnacionistas sabemos que somos Espíritos ligados por cordões energéticos de afinidade e de divergência. Esses cordões é que regem a nossa aproximação e isso explica as simpatias e as antipatias entre familiares, até mesmo ódios e aversões. E por que nos aproximamos novamente? No caso da afinidade, para continuarmos juntos em um projeto de amizade, de um trabalho em conjunto, no caso da divergência, para fazermos as pazes, nos harmonizarmos, nos amarmos. E essa última questão é um dos principais assuntos nas consultas de Psicoterapia Reencarnacionista, quando tratamos conflitos entre pais e filhos e entre irmãos. Agregando a Reencarnação à Psicologia cria-se uma nova Psicologia, baseada na nossa vida eterna, na nossa busca de evolução espiritual, de purificação.

Regressão Terapêutica (Método ABPR): 

É um procedimento de recordação e desligamento realizado pelo psicoterapeuta reencarnacionista mas comandado, direcionado, pelos Mentores Espirituais das pessoas, respeitando a Lei do Esquecimento. Ela é utilizada com duas finalidades:
1. Terapêutica: Desconectar as pessoas de situações traumáticas do seu passado, geralmente de vidas passadas, que ainda estão atuantes em seu Inconsciente, originando os sintomas das fobias, o transtorno do pânico, as depressões severas, dores físicas crônicas, sentimentos de solidão, saudade, abandono, tristezas sem motivo aparente, etc., que podem melhorar muito ou até ser curados. A Regressão Terapêutica pelo Método ABPR (Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista) permite conciliar Regressão com a Lei do Esquecimento por ser dirigida pelo Mundo Espiritual e nunca ser incentivado o reconhecimento de pessoas.
2. Consciencial: Ajudar as pessoas a recordarem como eram em suas vidas passadas (padrão comportamental) para comparar-se como são hoje e perceber então no que devem melhorar, transformar-se, reformar-se. É o entendimento da nossa Personalidade Congênita e aí encontrarmos a chave para a realização da Reforma Íntima.

Na Psicoterapia Reencarnacionista não somos nós quem comandamos a regressão e sim os Mentores Espirituais da pessoa, nós apenas facilitamos o processo, colaboramos nessa ação, através de um relaxamento do seu corpo físico e uma elevação de sua frequência, mas não dirigimos, não conduzimos, não direcionamos a regressão. Após um breve tempo, a pessoa acessa um fato do passado ao qual ainda está sintonizada, e a partir daí vai recordando e nos contando até o fim daquele fato, até o seu desencarne naquela vida, até subir para o Plano Astral, até referir estar sentindo bem.
A Regressão Terapêutica promove, assim, um desligamento completo das vidas acessadas e pode proporcionar uma grande melhoria ou a cura de sintomas crônicos graves, além do entendimento de nossa Personalidade Congênita, o que traz a compreensão da nossa proposta de Reforma Íntima. 

(Mauro Kwitko)