“Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.” (Cora Coralina)

23 de janeiro de 2013

A Causa dos Comportamentos Destruidores


Adotamos alguns comportamentos que nos causam prejuízo. São coisas que fazemos que muitas vezes temos consciência que são nocivas, mas continuamos a fazer mesmo assim. Exemplos: Dormir poucas horas; trabalhar em excesso; não praticar alguma atividade física; fumar; deixar de ir ao dentista; beber em excesso; se manter em um relacionamento destrutivo; gastar dinheiro com algo completamente inútil; deixar tudo desorganizado; se alimentar mal e etc...

São comportamentos que acabam piorando a saúde, a parte financeira, os relacionamentos e a nossa qualidade de vida em geral. Alguns julgam que agimos dessa forma por fraqueza, falta de disciplina e falta de força de vontade. Entretanto, cuidar de si mesmo e fazer coisas em benefício do próprio bem-estar deveria ser algo que ocorresse sem esforço algum, de forma natural e espontânea. Mas não é o que ocorre.  Racionalmente, não faz sentido prejudicar a si mesmo.

Agimos dessa forma guiados por fatores inconscientes. São sentimentos negativos que acumulamos durante a vida, que encobrem o nosso amor próprio, baixando nossa auto-estima. Surgem processos de autopunição e auto-sabotagem.

Dentro de nós existe um Eu verdadeiro, mais profundo, que está sempre lá, em paz e feliz. Entretanto esse Eu verdadeiro pode estar temporariamente encoberto com nuvens negras que nada mais são do que sentimentos negativos que acumulamos durante a vida e que nos impedem de sentir a paz e alegria, que é o que temos na nossa essência. As nuvens não fazem parte de nós e podem ser dissipadas. A essência continua sempre lá, pois ela é nossa única parte verdadeira.

As nuvens negativas criam uma entidade sofredora que tem  vida própria, e que toma conta dos nossos pensamentos e nos leva a fazer coisas que não são as melhores para a nossa vida. Sentimentos de medo, culpa, rejeição, traumas, mágoas, abandono, raiva, tristeza e outros fazem parte dessa entidade sofredora.
Essa negatividade é que nos faz ter preguiça de praticar exercício;  nos leva a comprar algo que não precisamos por impulso; nos convence a começar a se alimentar melhor somente na segunda feira que vem; nos faz ficar na televisão até mais tarde e perder preciosas horas de sono que o nosso corpo precisa.

Eckhart Tolle, no livro "O despertar de uma nova consciência", chama essa entidade sofredora de "corpo de dor". Outros chamam de "sombra". É ela que nos arrasta para os comportamentos destruidores, desde os mais leves aos mais pesados. Quanto mais sentimentos acumulados, maior será à força da sombra e mais destrutivos serão nossos comportamentos.

Pessoas que se envolvem com uso pesado de drogas estão sendo controladas pela sombra que acumularam durante a vida que é composta por uma série de emoções negativas. E a maioria nem tem consciência que é essa infelicidade que elas não sabem lidar que as levam para a autodestruição. Não tem noção do quanto essa força tem poder sobre suas vidas. Aliás, a falta de autoconhecimento é tão grande que nem sabem que guardam tanta coisa emocional. Conseqüentemente, também não sabem que a única forma de melhorar ou acabar de uma vez com o comportamento destrutivo é através da eliminação dessas emoções em conflito. Enquanto essas emoções estiverem guardadas, será preciso uma luta constantemente para se manter longe da droga.
Esse é o mesmo mecanismo que leva as pessoas ao vício do jogo;  relacionamentos com pessoas agressivas; compulsão alimentar; compulsão por compras e etc.

Quanto mais equilibrados estamos, mais temos o desejo natural de cuidar de nós mesmos: comer coisas mais saudáveis, dormir mais cedo, se exercitar. Quando tentamos mudar o comportamento sem mudar o que está dentro de nós, o resultado é que temos que gerar um grande esforço, que nem sempre conseguiremos manter por muito tempo.

Além dos comportamentos destruidores mais visíveis como os já citados, existem outros mais sutis. Nos relacionamentos, por exemplo, surgem dificuldades em impor limites; fazemos coisas que nos desagradam para agradar ao outro por medo da rejeição; brigamos por motivos bobos; geramos tensão ao sentir ciúmes e tentar controlar. Tudo conseqüência da atuação da nossa sombra. 

(André Lima - http://www.eftbrdivulga.com)

18 de janeiro de 2013

Dissolvendo o Sofrimento Passado


Enquanto não somos capazes de acessar o poder do Agora, vamos acumulando resíduos de sofrimento emocional. Esses resíduos se misturam ao sofrimento do passado e se alojam em nossa mente e em nosso corpo. Isso inclui o sofrimento vivido em nossa infância, causado pela falta de compreensão do mundo que nascemos.

Todo esse sofrimento cria um campo de energia negativa que ocupa a mente e o corpo. Se olharmos para ele como uma entidade invisível com características próprias, estaremos chegando bem perto da verdade. É o sofrimento emocional do corpo. Apresenta-se sob duas modalidades: inativo e ativo. O sofrimento pode ficar inativo 90% do tempo, ou 100% ativado em alguém profundamente infeliz. Algumas pessoas atravessam a vida quase que inteiramente tomadas pelo sofrimento, enquanto outras passam por ele em algumas situações que envolvem relações familiares e amorosas, lesões físicas ou emocionais, perdas do passado, abandono, etc. Qualquer coisa pode ativá-lo, especialmente se encontrar ressonância em um padrão de sofrimento do passado. Quando o sofrimento está pronto para despertar do estágio inativo, até mesmo uma observação inocente feita por um amigo ou um pensamento é capaz de ativá-lo. Ás vezes levamos um choque ao descobrir uma faceta detestável em alguém que pensávamos conhecer bem. Entretanto, é mais importante observar essa situação em nós mesmos do que nos outros. Preste atenção a qualquer sinal de infelicidade em você, qualquer que seja a forma, pois talvez seja o despertar do sofrimento. Ele pode se manifestar como uma irritação, um sinal de impaciência, um ar sombrio, um desejo de ferir, sentimentos de raiva, ira, depressão ou uma necessidade de criar algum tipo de problema em seus relacionamentos. Agarre o sinal no momento em que ele despertar de seu estado inativo.

O sofrimento deseja sobreviver, mas, para isso, precisa conseguir que nos identifiquemos inconscientemente com ele. Portanto, quando o sofrimento toma conta de nós, cria uma situação em nossas vidas que reflete a própria freqüência de energia da qual ele se alimenta. Sofrimento só se alimenta de sofrimento. Não consegue se alimentar de alegria. Acha-a indigesta. Se você estivesse consciente disso, o padrão iria se desfazer, porque desejar sofrimento é uma insanidade, e ninguém é insano conscientemente.

O que acontece com o sofrimento quando nos tornamos conscientes o bastante para romper a nossa identificação com ele?
A inconsciência cria o sofrimento. A consciência transforma o sofrimento nela mesmo. São Paulo expressa esse princípio universal de uma forma linda ao dizer: ”Tudo é revelado ao ser exposto à luz e o que for exposto à própria luz se torna luz.” Observar o sofrimento implica aceitá-lo como parte do que existe naquele momento.

O sofrimento consiste na energia vital aprisionada que se desprendeu do campo energético total e se fez temporariamente autônoma, através de um processo artificial de identificação com a mente. Ela se volta para dentro de si mesma e se torna algo contrário à vida, como um animal tentando comer o próprio rabo. Por que você acha que nossa civilização se tornou tão autodestrutiva? Acontece que as forças destrutivas da vida ainda são energia vital.

Vigie o seu espaço interior. Você vai precisar estar presente e alerta para ser capaz de observar o sofrimento de um modo direto e sentir a energia que emana dele. Agindo assim, o sofrimento não terá força para controlar o seu pensamento. No momento em que o seu pensamento se alinha com o campo energético do sofrimento, você está se identificando com ele e, de novo, alimentando-o com os seus pensamentos.

Resumindo o processo: concentre a atenção no sentimento dentro de você. Reconheça que é o sofrimento. Aceite que ele esteja ali. Não pense a respeito. Não permita que o sofrimento se transforme em pensamento. Não julgue nem analise. Não se identifique com o sentimento. Esteja presente e observe o que está acontecendo dentro de você. Perceba não só o sofrimento emocional, mas também a presença “de alguém que observa”, o observador silencioso. Esse é o poder do Agora, o poder da sua própria presença consciente. Veja, então, o que acontece.

(O Poder do Agora – Eckhart Tolle)

3 de janeiro de 2013

A Reforma Íntima

Muito se fala na Reforma Íntima, mas vejo que algumas pessoas não compreendem bem o que isso quer dizer para si, individualmente, na prática. Existe uma chave que auxilia nesta busca da reforma: a noção de Personalidade Congênita.

Atualmente, com a Psicoterapia Reencarnacionista, cuja base é justamente a Personalidade Congênita, o trabalho individual de cada um de nós em relação à sua Reforma Íntima fica mais claro ao basear-se nisso. Esse trabalho profundo, de conhecimento de nossas imperfeições congênitas, geralmente seculares ou milenares, e o modo prático de melhorá-las ou eliminá-las, pode ser realizado sozinho ou, quando não conseguir, com apoio de um psicoterapeuta reencarnacionista. A Psicoterapia Reencarnacionista veio para nos auxiliar na busca da evolução espiritual, a meta principal de uma encarnação.

Quem reencarnou, por exemplo, com baixa auto-estima e um sentimento de inferioridade, que características acreditam ter que reformar? E quem veio com autoritarismo, agressividade, veio reformar o que em si? E os materialistas? E os egoístas? E os desonestos? E quem é medroso? E quem é preguiçoso? E quem está perdido e não sabe o rumo? Não é difícil sabermos para o que reencarnamos, basta percebermos o que aflora de negativo de dentro de nós diante das situações do dia a dia.

Todas as escolas de Psicologia trabalham em cima dessa Reforma Íntima, mas as que lidam com a Reencarnação sabem que nossas inferioridades já vieram em nosso Espírito ao retornar para a Terra, e não iniciaram na infância, mas sim, desde aí, manifestaram-se.

A Reforma Íntima é a finalidade da encarnação, mas poucas pessoas estão suficientemente atentas a isso e realmente engajadas nesse trabalho. E isso porque, até hoje, a noção de Personalidade Congênita não tinha sido suficientemente entendida. A maioria de nós cai nas armadilhas da encarnação, e perde seu tempo culpando “vilões”, esquecendo de olhar para seu próprio telhado de vidro. Muitos já estão percebendo que mais importante do que os fatos da vida é o que emerge de negativo de dentro de cada um de nós diante desses fatos, pois aí estão as nossas imperfeições.

Se relembrarmos o que nos aconteceu desde a infância até hoje, e percebermos a maneira emocional como reagimos a eles, ficaremos impressionados ao verificar como sempre reagimos do mesmo modo aos eventos que nos desagradam. Ou ficamos tristes, ou magoados, ou irritados, ou nos sentimos rejeitados, ou sentimos medo, ou nos sentimos inferiores, ou nos sentimos superiores, etc. E aí está o que nosso Espírito veio curar na Terra, a nossa imperfeição, e espera que a “casca” atual seja competente nessa tarefa, pois, se traz isso consigo de uma maneira intensa, a “casca” da vida passada foi incompetente para eliminar esse defeito. Mas se as pessoas culpam outros por seus defeitos, por suas imperfeições, quando irão se curar?

O Espírito que sofre de tristeza veio eliminar a tristeza; o que traz a mágoa veio descartar essa tendência; o que vem com baixa auto-estima veio mudar essa maneira distorcida de enxergar-se; o que se acha superior veio para enxergar-se melhor; o irritado, impaciente veio aprender a ter calma; o que tem medo veio adquirir força; e assim por diante.

Por que perder tempo dizendo: “Foi por causa do meu pai...”, “Foi a minha mãe...”, “Isso veio da infância...”, etc. Deveriam dizer: “De que maneira posso me reformar?”;  “Como posso aproveitar essa encarnação e ter sucesso espiritual?”. Mas, infelizmente, poucas pessoas pensam assim e, então, as suas encarnações frequentemente são repetitivas e mal aproveitadas.

A Personalidade Congênita é a chave para o real aproveitamento da encarnação.

(Como Aproveitar a sua Encarnação – Mauro Kwitko)