“Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.” (Cora Coralina)

16 de fevereiro de 2014

REGRESSÃO À DISTÂNCIA

         Pode-se realizar uma Regressão à distância em uma pessoa que esteja impossibilitada de comparecer ao consultório, que resida em outro país, que esteja doente, ou hospitalizado, que seja usuário de substâncias e não quer vir a tratamento, que não consiga regredir por inquietude ou impaciência ou não consiga abrir mão do comando, que tenha um medo inconsciente de ver o seu passado, e outros motivos.

A Regressão à distância é feita com o auxílio de um familiar que tenha uma boa afinidade com a pessoa (sua mãe, seu pai, um filho), ou algum amigo(a), ou algum colega, ou alguém de uma de nossas equipes de Regressão à Distância gratuitos. Pede-se autorização aos Mentores Espirituais da pessoa que queremos ajudar, iniciamos a regressão pelo Método ABPR: o relaxamento do corpo físico e a elevação da frequência, sem conduzirmos a recordação. Quando a pessoa que está realizando a Regressão à Distância começa a relatar o que acessou, o procedimento é similar à regressão direta.

Mas é importante que fique claro que a Regressão à distância nunca é superior à regressão vivencial no aspecto consciencial, e o seu uso nunca deverá generalizar-se pois o ideal é que a própria pessoa vivencie o seu passado, recorde ela mesmo o que lá aconteceu, a sua chegada ao Plano Astral, o que lá aprendeu, do que lá se arrependeu, o que entendeu, etc. A Regressão à distância é para apenas para casos em que a regressão vivencial não seja possível. Com a banalização da Regressão à distância, corre-se o risco do psicoterapeuta ficar preguiçoso, não esforçar-se devidamente na utilização das Táticas para a regressão, desistir facilmente se a regressão de uma pessoa não avança, intensificar sua ansiedade ou impaciência e, ao menor sinal de que uma regressão vai demorar, ou que a pessoa demonstre uma dificuldade ou bloqueio para regredir, já decida que ela não regride e indique a Regressão à distância. Outro risco da banalização da Regressão à Distância é abusar das pessoas que prestam-se a colaborar com esse procedimento.

A Regressão à Distância pode ser feita com a pessoa presente ou ausente.

1.   Regressão à Distância com a pessoa presente

Nesse caso, a pessoa que não conseguiu regredir ou que apresenta alguma contra-indicação física para isso, está presente, sentada em um sofá, há 1 ou 2 metros da pessoa que irá, se for autorizado pelos seus Mentores, a entrar em sua memória e acessar uma ou mais encarnações passadas suas, para o entendimento e o desligamento do que for decidido por Eles. Ela deve ser orientada a ir antes ao banheiro e desligar seu aparelho celular (o mesmo para a pessoa que irá fazer a regressão) e permanecer em absoluto silêncio durante toda a sessão. Se a regressão é feita em nosso consultório com apenas essas 2 pessoas presentes, e a pessoa que está recebendo o benefício der sinais de que está regredindo, devemos ver qual das duas deve interromper a recordação e levar a outra até o final e depois retomar a que foi interrompida. Se a regressão é feita em um Grupo de Regressão à Distância, um psicoterapeuta deve cuidar de uma pessoa e outro cuidar da outra.
         Pode acontecer do Inconsciente da pessoa que está recebendo o benefício interferir na recordação da que está deitada regredindo por ela, nesse caso, deve-se agir com mais energia, incentivar mais a recordação, usando as Táticas adequadas para isso.
         Ao final da sessão, deve-se proceder a Conversa Pós-Regressão, cuidando para que a pessoa que regrediu não infrinja a Lei do Esquecimento, falando de coisas a mais do que não havia referido durante a regressão, principalmente de identificação de pessoas, e cuidando para que a ansiedade da pessoa beneficiada não atropele a conversa. Devemos manter a calma e o comando para que a conversa flua como deve ser, como um conteúdo psicoterapêutico, evitando falatório inconsequente entre ambas (principalmente se for um parente ou amigo(a) indicado pela pessoa para fazer a regressão à distância, se for um colega nosso que está colaborando, esse risco está minimizado).


2.   Regressão à Distância com a pessoa ausente

Esse tipo de regressão ocorre quando a pessoa a ser beneficiada reside em um lugar distante ou não tem condições de comparecer à sessão ou não acredita em Reencarnação mas solicita ou pede para alguém solicitar regressões à distância para si, ou está internada em um hospital ou presa em um presídio e não pode realizar regresses vivencialmente, ou é alcoolista ou drogadicta e recusa-se a realizar tratamentos convencionais, mas solicita ou pede para alguém solicitar regressões à distância para ela.
O benefício, nesse caso, é principalmente o do desligamento pois o benefício consciencial é prejudicado, mesmo que a pessoa seja informada do que foi acessado, onde ela estava sintonizada, como foram as vidas passadas disponibilizadas pelos seus Mentores, etc. Por isso, esse procedimento deve ficar restrito aos critérios impossibilitadores da regressão presencial, que é imensamente superior a qualquer regressão à distância, sob todos os pontos de vista. 
NORMAS ÉTICAS PARA A REGRESSÃO À DISTÂNCIA

         Do mesmo modo que na Regressão Presencial, em que o comando deve ser, obrigatoriamente, dos Mentores Espirituais, na Regressão à Distância deve acontecer a mesma coisa. Preocupados com a generalização da Regressão à Distância nos Cursos e nos consultórios, temerosos com a banalização dessa alternativa à Regressão Presencial (pois é isso que a Regressão à Distância deve ser, uma alternativa, nunca um procedimento preferencial) elaboramos as Normas Éticas com os critérios que devem nortear a Regressão à Distância. São eles:


COM AUTORIZAÇÃO DA PESSOA OU DOS PAIS (CRIANÇAS) 
* Em crianças – deve haver o pedido e a autorização verbal dos pais ou dos responsáveis pela criança, quando é ainda muito pequena (2 ou 3 anos) para submeter-se a uma Regressão ou quando os pais não querem que ela submeta-se a esse procedimento. É realizada:

a)   No consultório do psicoterapeuta reencarnacionista, em um dos pais ou outro familiar ou alguma pessoa indicada por eles ou indicada por nós.
b)   Em uma aula do Curso de Formação.

Obs. – Em ambos os casos os pais ou o responsável devem ser avisados com antecedência para que permaneçam em sua casa em sintonia com o trabalho realizado. 

* Em adolescentes e adultos – deve haver o pedido e a autorização verbal da pessoa. A Regressão à Distância pode ser realizada por um psicoterapeuta reencarnacionista em seu consultório ou em uma aula do Curso de Formação, sendo necessário uma pessoa para deitar e realizar a Regressão e um psicoterapeuta reencarnacionista para auxiliar os Mentores. Também pode ser feita em um Grupo de Regressão à Distância, para o qual deve ser encaminhado esse pedido. São Regressões indicadas para:

a)    Pessoas que residem em cidades, estados ou países onde não existam psicoterapeutas reencarnacionistas
b)   Pessoas incapacitadas de passar por uma Regressão por apresentarem alguma deficiência física ou mental, estarem  hospitalizadas, em estado grave de saúde, em doentes terminais, etc.
c)   Gestantes que apresentem algum impedimento à realização da Regressão
d)   Pessoas que têm um bloqueio, consciente ou inconsciente, para regredir (neste caso uma pessoa realiza a Regressão por ela, com o beneficiado presente ou ausente no local). 


SEM AUTORIZAÇÃO DA PESSOA OU DOS PAIS (CRIANÇAS)

Quando não existe a vontade, o desejo e o pedido de uma pessoa de ser beneficiada com uma Regressão à Distância (RAD), é vedado a um psicoterapeuta reencarnacionista realizar esse procedimento em seu consultório, em sua casa, em um Centro Espírita ou em um Grupo de Regressão à Distância, por isso infringir a Ética na RAD.

(Mauro Kwitko)

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